

Relatório nacional aponta 213 barragens em situação crítica e reforça alerta sobre fiscalização | Foto: divulgação/Vale
9 de julho de 2026 – O Brasil tem 213 barragens em situação crítica, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. O levantamento considera estruturas que apresentam risco de acidentes e podem atingir pessoas, estradas, pontes, equipamentos públicos ou áreas urbanizadas.
O relatório monitora barragens de mineração, abastecimento, irrigação, controle de vazão, hidrelétricas e outros usos. Em 2025, foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes com barragens no país, sem mortes, mas com evacuação de áreas urbanas e danos a estruturas públicas.
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Entre as atividades analisadas, a mineração concentra o maior número de barragens prioritárias para gestão de segurança. Também aparecem na lista estruturas de abastecimento de água, irrigação, regularização de vazão, paisagismo e dessedentação de animais.
As barragens consideradas prioritárias são aquelas com problemas de conservação ou que não cumprem integralmente os requisitos de segurança previstos na Política Nacional de Segurança de Barragens. O relatório aponta estruturas espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, com destaque para Ceará, Mato Grosso e São Paulo.
Um dos pontos mais sensíveis é a quantidade de barragens sem classificação definida. O cadastro nacional cresceu, mas muitas estruturas ainda não têm informações completas para enquadramento adequado. Sem dados consistentes, fica mais difícil fiscalizar, planejar ações preventivas e comunicar riscos à população.
A ausência de informações pode atrasar providências essenciais, como planos de emergência, inspeções, manutenção e simulações de evacuação. Em um país marcado por tragédias envolvendo barragens, prevenção precisa ser tratada como prioridade permanente.
O relatório também aponta queda no número de profissionais dedicados à fiscalização de barragens, apesar do aumento de inspeções documentais e de campo. A falta de equipes especializadas compromete a capacidade de acompanhar estruturas espalhadas por todo o território nacional.
A segurança de barragens depende de responsabilidade dos empreendedores, fiscalização pública eficiente, transparência de dados e preparação das comunidades. Mais do que números, o relatório revela a necessidade de transformar prevenção em política de Estado.
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Tags: meio ambiente, barragens, ANA, segurança de barragens, mineração, abastecimento de água, fiscalização, risco ambiental, prevenção, Ceará, Mato Grosso, São Paulo, Portal Terra Da Luz