

Fumaça e chamas se elevam após uma explosão em Bandar Abbas, província de Hormozgan, Irã, em vídeo de mídia social divulgado em 8 de julho de 2026 | Foto: Redes sociais via REUTERS
08 de julho de 2026 – Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), informou o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom). Segundo a imprensa iraniana, explosões foram registradas em cidades do litoral do país.
Em nota, o Centcom afirmou que, “sob orientação do comandante em chefe”, as forças americanas começaram a realizar novos bombardeios para “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
De acordo com o governo americano, a operação tem como objetivo responsabilizar o Irã pela “recente agressão injustificada” contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam pela via marítima.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Pouco depois dos ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os bombardeios são uma retaliação ao ataque iraniano contra navios ocorrido na terça-feira (7).
O presidente americano também ameaçou ampliar a ofensiva caso novos episódios sejam registrados.
“Isto é uma retaliação ao bombardeio de navios pelo Irã ontem. Se acontecer de novo, será muito pior!”, escreveu Trump.
Horas antes, Trump havia declarado que o acordo de paz com o Irã “acabou” e prometido novos bombardeios.
“Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite”, disse Trump a jornalistas. “Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso.”
Segundo a imprensa iraniana, explosões foram ouvidas nas cidades de Jask, Bushehr, Bandar Abbas e Sirik, além da ilha de Abu Musa.
A TV estatal do Irã informou que estilhaços de projéteis americanos atingiram um hospital na cidade de Chabahar. Não havia detalhes sobre feridos até a última atualização.
A imprensa estatal também afirmou que dois portos iranianos foram atingidos durante a ofensiva.
Uma torre de controle marítimo em Chabahar teria sido danificada, e a região ficou sem energia.
A imprensa estatal iraniana afirmou que as Forças Armadas do país estão prontas para lançar um ataque “massivo” contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A possível resposta aumentaria ainda mais a tensão na região e ampliaria os riscos de uma escalada militar envolvendo interesses estratégicos no Golfo Pérsico.
O Estreito de Ormuz, mencionado pelos Estados Unidos como justificativa para a operação, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e derivados.
Apesar do acordo de paz anunciado em junho, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques nas últimas semanas.
Nas últimas horas, as forças americanas bombardearam alvos no sul do Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
As cidades de Sirik e Bandar Abbas também haviam sido alvos dos Estados Unidos durante os ataques de terça-feira (7).
Com a nova ofensiva, o acordo anunciado no mês anterior entra em colapso e dá lugar a um cenário de forte instabilidade diplomática e militar.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu às ameaças de Donald Trump e afirmou que o país responderá por meio de ações firmes.
Em publicação na rede social X, o chanceler iraniano exaltou o povo de seu país e criticou o tom adotado pelo presidente americano.
“Dirigir-se à civilizada e corajosa nação do Irã com linguagem ofensiva não diminui sua grandeza. Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e sólidos valores morais”, escreveu.
“Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações: com coragem e grande bravura”, afirmou Araghchi.
A manifestação ocorreu após Trump chamar líderes iranianos de “escória” e de “doidos”.
“Não quero lidar com eles, são liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas”, afirmou o presidente americano.
A escalada entre Estados Unidos e Irã preocupa a comunidade internacional por causa dos impactos sobre segurança regional, comércio marítimo e preços internacionais do petróleo.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para o abastecimento global de energia. Qualquer instabilidade prolongada na região pode pressionar mercados, elevar custos logísticos e afetar cadeias de suprimento em diferentes países.
Com novos ataques, ameaças de retaliação e o fim do acordo de paz, o cenário no Oriente Médio entra em uma fase ainda mais imprevisível.
Leia também | Santander abre 10 mil vagas gratuitas em Power BI
Tags: Estados Unidos, Irã, Donald Trump, Oriente Médio, Estreito de Ormuz, Centcom, Comando Central dos Estados Unidos, ataques ao Irã, bombardeios, conflito no Oriente Médio, Abbas Araghchi, Teerã, Jask, Bushehr, Bandar Abbas, Sirik, Abu Musa, Chabahar, navios comerciais, petróleo, segurança marítima, acordo de paz, política internacional, geopolítica, guerra, diplomacia, Portal Terra Da Luz