

Cena de bastidores do filme “Sonhos de Uma Noite no Sertão” durante ensaio com elenco e equipe criativa | Foto: Viggo Magalhães
08 de abril de 2026 – O cinema cearense ganha um novo projeto inovador com “Sonhos de Uma Noite no Sertão”, obra híbrida que une audiovisual, artes cênicas e registro documental. Desenvolvido pelo jovem cineasta Viggo Magalhães, o filme é trabalho de conclusão do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza (Unifor) e pode se tornar o primeiro longa-metragem da instituição nesse formato.
A produção também conta com a colaboração de estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) e acompanha todo o processo criativo da obra, desde os ensaios até a finalização, revelando os bastidores da construção artística.
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O projeto propõe uma experiência inovadora ao registrar mesas de roteiro, ensaios e decisões dramatúrgicas, criando uma narrativa que mistura ficção e documentário.
Segundo Viggo Magalhães, a obra não é uma adaptação direta de clássicos, mas dialoga com referências universais. “O projeto nasce menos de uma vontade de adaptar um clássico e mais dessa percepção de que o sertão cearense é um campo fértil para a fantasia”, afirma o diretor.
Ele acrescenta que a inspiração também vem da cultura popular nordestina. “Quando você olha pros causos do cordel, pras confusões amorosas, pros enganos, pro exagero e até pra presença do fantástico, tudo isso já faz parte do nosso imaginário”, destaca.
A proposta dialoga com o pensamento do escritor Ariano Suassuna, ao aproximar elementos do popular e do clássico sem hierarquia, valorizando a identidade cultural do sertão.
Outro elemento central do projeto é o humor cearense, que aparece com força por meio da palhaçaria. “É um humor físico, direto, às vezes debochado, que conversa com a base farsesca da comédia de Shakespeare. Não é só sobre fazer rir, é sobre como o riso revela as relações”, explica Viggo.
O processo formativo também é destaque, com oficinas voltadas ao desenvolvimento de atores, incluindo corpo, voz e presença cênica. Entre elas, está a oficina de palhaçaria conduzida por Neto Holanda, que trabalha conceitos como erro, escuta e jogo como ferramentas criativas.
O projeto envolve 17 atores e uma equipe criativa que atua também como multiplicadora, compartilhando bastidores e conteúdos nas redes sociais, ampliando o alcance da iniciativa.
A obra terá circulação em espaços culturais, exibições públicas e plataformas digitais, com foco em jovens e adultos interessados em cultura e processos criativos.
Além de fortalecer a cena audiovisual local, o projeto reforça o papel das universidades como polos de inovação artística e formação cultural no Ceará.
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