

Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” é investigado em operação da Polícia Federal sobre fraudes financeiras | Foto: reprodução
05 de março de 2026 – A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as circunstâncias da tentativa de suicídio de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso durante a Operação Compliance Zero. O caso ocorreu enquanto ele estava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
Segundo informações divulgadas pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, toda a ação do detento e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados por câmeras de segurança instaladas no local.
De acordo com o dirigente, o sistema de monitoramento não possui pontos cegos, o que deve ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido.
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Após a tentativa de suicídio, Mourão foi encaminhado para atendimento médico e permanece internado em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que, até o momento, não há confirmação de morte e que o paciente segue sob cuidados intensivos no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
A Polícia Federal informou ainda que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Os registros em vídeo da ocorrência deverão ser enviados à Corte para análise.
A defesa de Mourão declarou que esteve com o cliente durante a tarde do dia anterior ao incidente e que ele apresentava plena integridade física e mental naquele momento.
Em nota, os advogados afirmaram que tomaram conhecimento do ocorrido apenas após a divulgação oficial da Polícia Federal e que acompanham o caso diretamente no hospital. Segundo a equipe jurídica, até agora não houve confirmação sobre o estado de saúde do investigado.
Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Na mesma operação também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelas investigações como líder da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.
Segundo os investigadores, Mourão exercia papel central no grupo e seria responsável por atividades como monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
Relatórios da investigação também mencionam uma dinâmica considerada violenta nas conversas atribuídas ao grupo. Nesse contexto, Mourão teria atuado como executor direto de ordens do suposto líder da organização.
As investigações indicam ainda que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços considerados ilícitos ligados à estrutura do esquema investigado.
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