

Ataques militares e tensão diplomática marcam a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio | Foto: Majid Khahi/ISNA/WANA
05 de março de 2026 – A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5) com novos ataques militares, ameaças de escalada do conflito e crescente tensão diplomática internacional. Enquanto Washington intensifica ofensivas pelo ar e pelo mar, Teerã promete retaliações e enfrenta um momento político decisivo com a escolha de um novo líder supremo após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
Os confrontos começaram após bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel na capital iraniana, Teerã, que resultaram na morte de Khamenei e de autoridades de alto escalão do regime. Desde então, o Irã intensificou ataques contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.
Segundo dados divulgados pela mídia estatal iraniana, mais de mil pessoas morreram desde o início da guerra.
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Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu na costa do Sri Lanka, onde um submarino dos Estados Unidos atacou e afundou um navio de guerra iraniano. A operação foi confirmada pelo secretário de Defesa norte-americano Pete Hegseth.
O navio atingido, identificado como IRIS Dena, era uma das embarcações mais modernas da marinha iraniana e estava equipado com mísseis antinavio, torpedos e artilharia pesada. O ataque deixou 87 mortos e 32 feridos.
De acordo com o almirante Brad Cooper, responsável pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA, ao menos 17 embarcações iranianas já foram destruídas desde o início do confronto.

Durante coletiva de imprensa, Pete Hegseth afirmou que as forças norte-americanas têm vantagem estratégica no conflito e prometeu ampliar os bombardeios contra alvos iranianos.
Segundo ele, a força aérea iraniana foi praticamente neutralizada e a marinha sofreu perdas significativas no Golfo Pérsico. O governo dos Estados Unidos também enviou novos aviões de combate para reforçar sua presença militar na região.
Em resposta, o Irã lançou uma nova ofensiva de mísseis e drones contra Israel. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal iraniana, o clérigo Javadi Amoli fez ameaças diretas ao presidente norte-americano Donald Trump, afirmando que a retaliação seria inevitável.
A Guarda Revolucionária iraniana também intensificou ações no mar, interceptando embarcações militares e petroleiros ligados aos Estados Unidos e ao Reino Unido.
A guerra também provocou um embate diplomático entre Washington e Espanha. O presidente Donald Trump ameaçou romper relações comerciais após o governo espanhol negar o uso de bases militares no país para ataques contra o Irã.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez criticou duramente a postura dos Estados Unidos, classificando a estratégia militar como uma “roleta russa” com o destino global.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte também entrou em alerta depois que sistemas de defesa da aliança interceptaram um projétil iraniano que sobrevoava o território da Turquia em direção ao Mediterrâneo.
Apesar da interceptação, o Pentágono minimizou o risco imediato de uma guerra generalizada envolvendo os países membros da aliança militar.

Paralelamente à escalada militar, o Irã enfrenta uma disputa política interna pela sucessão de Ali Khamenei. A responsabilidade pela escolha do novo líder cabe à Assembleia dos Peritos, órgão formado por 88 clérigos islâmicos.
Entre os nomes cotados está Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo e considerado um representante da ala mais conservadora do regime.
Também aparecem como possíveis sucessores o líder interino Alireza Arafi, o ultraconservador Mohammad Mahdi Mirbagheri e o moderado Hassan Khomeini, que é visto por setores políticos como uma alternativa de diálogo com o Ocidente.
A última vez que a assembleia escolheu um líder supremo foi em 1989, quando Ali Khamenei assumiu o cargo após a morte de Ruhollah Khomeini.
O cenário atual mantém a comunidade internacional em alerta, diante do risco de ampliação da guerra e de impactos diretos na segurança global e no mercado de energia.
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