

Policiais em frente a veículo usado por ladrões para invadir o Museu do Louvre, em Paris | Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
26 de outubro de 2025 — A polícia francesa prendeu na noite deste sábado (25) dois suspeitos de envolvimento no roubo das joias da coroa do Museu do Louvre, ocorrido em Paris no último domingo (19). A operação, conduzida pela Brigada de Repressão ao Banditismo (BRB) e pelo Escritório Central de Luta contra o Tráfico de Bens Culturais (OCBC), representa um avanço significativo nas investigações do crime que chocou o mundo da arte.
De acordo com a imprensa francesa, os detidos são homens com cerca de 30 anos, naturais do departamento de Seine-Saint-Denis, na periferia de Paris, e possuem antecedentes criminais por arrombamento. Um deles foi capturado no Aeroporto Charles de Gaulle, principal terminal aéreo da capital, quando se preparava para embarcar em um voo com destino à Argélia. O outro tentava fugir para o Mali, conforme informações divulgadas pela revista Paris Match.
Ambos foram levados para a sede da Direção da Polícia Judicial, no 17º distrito de Paris. A identidade dos suspeitos não foi divulgada oficialmente. Até o momento, as joias não foram encontradas, e a polícia mantém sigilo sobre o andamento das buscas.
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O jornal britânico The Telegraph noticiou que funcionários do Louvre podem estar envolvidos no roubo, o que ampliou a complexidade das investigações. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, elogiou o trabalho dos investigadores em publicação na rede social X (antigo Twitter), mas pediu discrição e continuidade do inquérito “com a mesma determinação”.
Segundo a procuradora Laure Beccuau, responsável pelo caso, cerca de 150 vestígios de DNA e impressões digitais foram coletados na cena do crime, o que reforça o otimismo das autoridades sobre novas prisões nos próximos dias.
O roubo ocorreu em apenas oito minutos, na manhã do último domingo (19). Quatro homens utilizaram uma camionete equipada com plataforma de elevação para invadir o museu, quebrar duas vitrines e furtar nove peças valiosas. Uma delas, a coroa da imperatriz Eugênia, caiu e foi deixada para trás durante a fuga, que ocorreu em duas scooters.
As joias, avaliadas em cerca de 88 milhões de euros — o equivalente a R$ 550 milhões —, permanecem desaparecidas. A polícia francesa acredita que os criminosos tenham planejado cuidadosamente o ataque, com possível apoio logístico de pessoas com acesso interno ao museu.
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