

O elenco é formado por Alisson Emanoel e Erik Willyam, que assinam o texto junto à direção, com a participação especial de Nairton Santos. | Foto: Divulgação
O Teatro Dragão do Mar, complexo cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), receberá, neste mês de setembro, a temporada do espetáculo “Maçã Mordida”. As apresentações acontecerão nos dias 06, 13, 20 e 27 (terças) de setembro, sempre às 19h30. O espetáculo faz parte do Cena Ocupa, convocatória de ocupação do Teatro Dragão do Mar. A montagem tem direção de Wesllen Cruz e é uma realização do grupo Teatro Espiral.
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“Maçã Mordida” atravessa os sentimentos de mágoa, rejeição, coragem e covardia. Na sinopse, Samuel é um jovem rapaz que vai embora de casa muito cedo com seu misterioso namorado, Saulo. Ele acredita em uma nova forma de vida e vai lutar por ela, mas sua decisão é vista como radical pela família, que se vê abalada e desestruturada com a ida precoce do filho mais novo. Após um longo período, Isaías, o irmão mais velho, procura Samuel para anunciar a morte da irmã: um reencontro cheio de sentimentos mal resolvidos.
O elenco é formado por Alisson Emanoel e Erik Willyam, que assinam o texto junto à direção, com a participação especial de Nairton Santos. Alisson conta que Maçã Mordida é sobre família, afeto, escolhas e suas consequências. “Maçã Mordida reflete uma parcela da sociedade, principalmente no que tange às relações familiares e afetivas. A partir disso a cena traz sentimentos complexos que são revelados no desenrolar da trama”, conta ele.
Para Wesllen Cruz, a cena aborda questões sociais a partir de uma perspectiva intimista e poética. “A poesia se faz necessária. Não só a palavra, mas também as diversas possibilidades do teatro de lidar com o emocional. O nosso íntimo pode ser uma forma de compreender o que é externo, o que é o outro. A peça fala disso, a compreensão e a incompreensão mútua de dois irmãos”, explica o diretor.
O processo de criação de “Maçã Mordida” se deu, em grande parte, durante o isolamento social da Covid-19, que culminou com a criação do grupo Teatro Espiral em 2020. “O Teatro Espiral esteve produzindo muito durante esse período, foi nesse momento que começamos a nos entender como grupo. A criação reflete a história vivida: amor, tensões, alegrias e tristezas. É muito especial estrear esse espetáculo presencialmente no Dragão do Mar em setembro, mês em que se comemora o Dia Nacional do Teatro”, completa Wesllen.
Este será o primeiro contato do espetáculo com o público no formato presencial, uma vez que a peça estreou no formato audiovisual em fevereiro deste ano, projeto fomentado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza.
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