

Imagens de câmeras de segurança mostram um clarão na Usina Nuclear de Zaporizhzhia durante bombardeio na cidade de Enerhodar, na Ucrânia, em 4 de março de 2022 — Foto: Zaporizhzhya NPP/YouTube/Reuters
As imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato em que a Usina Nuclear de Zaporizhzhia, na cidade de Enerhodar, na Ucrânia, se torna alvo do bombardeio aéreo, na madrugada desta sexta-feira (04/03). É possível ver um grande clarão, que se abre na imagem.
A primeira notícia sobre o ataque foi dada por um funcionário da usina, que publicou um texto no Telegram em que dizia que as forças russas haviam atirado contra o complexo e que havia um perigo real de um desastre nuclear.
Zaporizhzhia é a maior usina nuclear da Europa e a 9ª do mundo. O Ministério de Relações Externas da Ucrânia confirmou o ataque, e informou que havia um incêndio.
Foi quando o ministro de Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, se apressou em afirmar que se houvesse uma explosão o impacto seria dez vezes pior que o de Chernobyl, em 1986.
O porta-voz da usina informou que um foguete atingiu o prédio onde os funcionários da usina eram treinados e pegou fogo.

>>>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ<<<<<
O Serviço de Emergência da Ucrânia confirmou que o incêndio ocorreu em um prédio que fica fora do complexo e que, após o ataque, cinco dos seis reatores foram desligados do sistema.
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, que esteve em contato com as autoridades ucranianas, informou que o incêndio foi controlado e que a radiação no local estava dentro dos limites normais.
Por volta das 9h de Kiev (4h de Brasília) do oitavo dia seguido, sem trégua, da ofensiva militar na Ucrânia, o exército russo tomou o controle do complexo.
A Usina Nuclear de Zaporizhzhia foi construída entre os anos de 1984 e 1995, perto da cidade de Enerhodar, na beira de uma represa no rio Dnieper. Os seis reatores podem gerar cerca de 5,7 Gigawatts, que seriam suficientes para abastecer 4 milhões de residências.
A Ucrânia possui outras três usinas nucleares que, somadas, possuem 15 reatores.
Com receio de um acidente, a Ucrânia alertou a (AIEA) que algo poderia acontecer antes mesmo do bombardeio, no momento em que tanques e infantaria russos estavam próximos da cidade de Enerhodar, a poucos quilômetros da central.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/T/K/hGdyGFSmezDBAxqAD6Yw/microsoftteams-image-2-.png)
Em comunicado divulgado nessa quinta-feira (03/03), o diretor geral da AIEA, Rafael Grossi, havia pedido a suspensão imediata do uso da força em Enerhodar e perto da central. Ele destacou que a agência continuava ajudando Kiev para garantir a segurança das instalações nucleares da Ucrânia.
Leia também | Brasil deve manter posição de equilíbrio
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo direto aos russos, pedindo que organizem protestos contra o controle da usina nuclear em Zaporizhzhia.
“Povo da Rússia, quero pedir a vocês: como isso é possível? Depois de tudo que lutamos junto em 1986 contra a catástrofe em Chernobyl”, disse o presidente da Ucrânia em um discurso televisionado.
Já o porta-voz do governo russo, Igor Konashenkov, disse que o ataque foi uma “provocação monstruosa” de sabotadores da Ucrânia. Ele disse que a usina nuclear estava operando normalmente e sob controle dos russos desde o dia 28/02.
“Ontem à noite, em um local adjacente à usina, foi feita uma provocação monstruosa pelo regime nacionalista de Kiev”, disse o porta-voz . Ele disse que as tropas russas respondiam a um ataque ucraniano, quando esse grupo de sabotagem colocou fogo no prédio de treinamento ao fugirem do contra-ataque russo.
Leia também | Receita Federal alerta que saque imediato da restituição do IRPF é golpe!
O Tribunal Superior Eleitoral registra número recorde de ações judiciais na eleição presidencial de 2026. Até 21 de outubro, foram contabilizados pelo menos 804 processos, envolvendo principalmente propaganda eleitoral, redes sociais, WhatsApp e inteligência artificial | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil