

Parque Nacional da Tijuca | Foto: Vitor Marigo/ICMBIO
09 de maio de 2026 – O turismo em unidades de conservação federais bateu recorde em 2025 e consolidou os parques nacionais como importantes motores da economia sustentável no Brasil. Segundo estudo divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visitação em áreas protegidas movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas, gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou mais de 332,5 mil empregos no país.
O levantamento aponta ainda que as 175 unidades de conservação federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitas em 2025, maior número desde o início da série histórica, iniciada em 2000.
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Os parques nacionais concentraram a maior parte do fluxo turístico, somando 13,6 milhões de visitantes ao longo do ano passado, acima dos 12,5 milhões registrados em 2024.
De acordo com o ICMBio, o crescimento está relacionado à melhoria da infraestrutura, ampliação dos serviços turísticos, fortalecimento do monitoramento e maior valorização dos destinos naturais no período pós-pandemia.
O ranking das unidades mais visitadas do país é liderado pelo Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu mais de 4,9 milhões de visitantes em 2025. O espaço abriga atrações como o Cristo Redentor, Pedra da Gávea, Pedra Bonita e diversas trilhas ecológicas.
Na segunda posição aparece o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, famoso pelas Cataratas do Iguaçu, com 2,2 milhões de visitas. O destino ampliou a oferta turística com atividades como cicloturismo, passeios de barco, astroturismo e visitas noturnas.
O Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, ficou na terceira colocação entre os parques mais visitados do Brasil, registrando 1,3 milhão de visitantes em 2025.
O destino é conhecido internacionalmente pelas paisagens naturais, dunas, manguezais e atrações como Pedra Furada e Árvore da Preguiça, além de ser referência nacional para esportes como kitesurf e windsurf.
Além dos parques nacionais, outras categorias de unidades de conservação também registraram forte crescimento. A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, liderou entre as APAs com mais de 9 milhões de visitas.
O estudo mostra que o turismo sustentável em áreas protegidas tem impacto direto na geração de renda, empregos e arrecadação tributária no país.
Segundo o levantamento, para cada R$ 1 investido no ICMBio, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. A atividade turística nas unidades de conservação gerou quase R$ 3 bilhões em impostos em 2025.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que as áreas protegidas cumprem papel estratégico tanto na preservação ambiental quanto no desenvolvimento econômico sustentável.
“As Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis”, afirmou Capobianco.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, também ressaltou a importância do turismo de natureza para o fortalecimento das economias regionais.
“Os resultados mostram que as unidades de conservação são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação”, destacou Mauro Pires.
O ICMBio alerta, porém, que o crescimento da visitação também amplia os desafios relacionados à conservação ambiental, exigindo investimentos em infraestrutura, educação ambiental e monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas.
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