

Protótipo do eVTOL da Eve, empresa ligada à Embraer, realizou primeiro teste de transição de voo no interior de São Paulo | Foto: divulgação/Eve
03 de agosto de 2026 – O protótipo do “carro voador” da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, realizou o primeiro teste de transição de voo, com a ativação da hélice traseira que permite a mudança do voo vertical para o voo horizontal.
O ensaio ocorreu na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, segundo a empresa.
O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (3) pela Embraer e pela Eve, subsidiária com sede em Melbourne, na Flórida, nos Estados Unidos. A data exata do voo não foi informada.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, conhecido pela sigla eVTOL, avançou em uma etapa considerada importante para o desenvolvimento da aeronave.
Segundo a Embraer, o teste marcou a primeira ativação do sistema de propulsão traseiro durante um voo.
Durante a atividade, a aeronave permaneceu no ar por 3 minutos e 9 segundos, percorreu cerca de 1,5 quilômetro, voou a uma altura de 27 metros do solo e atingiu velocidade máxima de 55 km/h com a hélice traseira em operação.
De acordo com a empresa, o funcionamento da hélice traseira durante o teste confirmou uma etapa relevante do projeto.
O sistema é responsável por contribuir para a transição entre o voo vertical, usado na decolagem e no pouso, e o voo horizontal, empregado no deslocamento.
Nas próximas semanas, a Eve pretende ampliar os testes de velocidade do eVTOL.
Também serão realizados ensaios no sistema de comunicação por rádio para avaliar o desempenho da aeronave em voos de até 92 km/h.
Apesar dos avanços nos testes, os eVTOLs ainda precisam de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar comercialmente no Brasil.
A certificação é uma etapa essencial para validar a segurança, a confiabilidade e o desempenho da aeronave antes do início das operações.
Quando estiver validado, o modelo deverá ser produzido em série em uma fábrica em Taubaté, também no interior paulista.
O eVTOL da Eve foi projetado para transportar cinco pessoas, sendo quatro passageiros e um piloto.
A autonomia prevista é de 100 quilômetros, o que permitiria atender trajetos urbanos curtos e conexões entre centros comerciais, aeroportos e cidades próximas.
Atualmente, há cerca de 3 mil unidades encomendadas do modelo, segundo a empresa.
A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.
A projeção da empresa é que a frota mundial de eVTOLs possa chegar a 30 mil unidades até 2045.
A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.
O avanço dos testes reforça a aposta da indústria aeronáutica na chamada mobilidade aérea urbana.
A tecnologia busca oferecer alternativas de transporte para deslocamentos curtos, especialmente em grandes centros urbanos, combinando eletrificação, menor emissão operacional e integração com sistemas de transporte.
Ainda assim, a operação comercial dependerá de certificação, infraestrutura adequada, regulamentação, planejamento de rotas e aceitação do público.
Leia também | Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões em 2026
Tags: Eve Air Mobility, Embraer, carro voador, eVTOL, veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, Gavião Peixoto, Taubaté, São Paulo, Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, mobilidade aérea urbana, aviação elétrica, tecnologia, inovação, transporte urbano, hélice traseira, transição de voo, voo vertical, voo horizontal, aeronave elétrica, indústria aeronáutica, mobilidade do futuro, Portal Terra Da Luz