

A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. | Foto: Jim Gathany/CDC via Reuters
25 de agosto de 2026 – A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (24), os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado. Os pacientes são moradores de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
O primeiro caso é de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que viajou recentemente para a região amazônica. Ela se recuperou da doença. O segundo caso é de uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.
A origem da infecção nos dois casos ainda está sendo investigada pelas equipes de saúde. As confirmações foram realizadas por meio de exames laboratoriais conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz.
Esta é a primeira vez que São Paulo registra casos humanos de febre do Nilo Ocidental.
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A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. O vírus circula naturalmente entre aves silvestres e mosquitos, que podem transmitir o agente infeccioso a seres humanos e outros animais.
As aves atuam como hospedeiras e amplificadoras do vírus, servindo como fonte de infecção para os mosquitos. Humanos também podem ser infectados após a picada de insetos que tenham adquirido o vírus.
Equinos, primatas não humanos e outros mamíferos também podem ser infectados, embora os seres humanos e os cavalos sejam considerados hospedeiros acidentais, sem participação relevante na manutenção do ciclo de transmissão.
Entre as principais medidas de prevenção estão evitar o acúmulo de água parada e reduzir a exposição a mosquitos, especialmente em áreas onde há circulação do vírus.
Trabalhadores que atuam ao ar livre podem apresentar maior exposição aos mosquitos. Entre as atividades estão profissionais de medicina veterinária, agronomia, zootecnia, biologia, agricultura, paisagismo, jardinagem, construção civil e entomologia.
Também é recomendado não descartar lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos, além de evitar, sempre que possível, o contato e o manuseio de animais mortos.
Também na segunda-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou dois casos de febre do Nilo Ocidental. Um deles resultou em morte.
A vítima era uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba. O segundo paciente, de 56 anos e residente em Caçador, chegou a ser internado, mas recebeu alta.
Segundo a secretaria, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. As autoridades realizam investigação epidemiológica para identificar possíveis locais de infecção e verificar a circulação do vírus nas regiões envolvidas.
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