

O fenômeno terá início às 22h24 de quinta-feira, no horário de Brasília, e seguirá durante a madrugada. | Foto: Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo
25 de agosto de 2026 – Moradores de todas as regiões do Brasil poderão acompanhar, na noite de quinta-feira (27) para a madrugada de sexta-feira (28), um eclipse lunar parcial que deixará a Lua quase totalmente encoberta pela sombra da Terra.
O fenômeno terá início às 22h24 de quinta-feira, no horário de Brasília, e seguirá durante a madrugada. O ponto máximo será alcançado às 1h13 de sexta-feira, quando 96,2% do disco lunar estará escurecido.
Apesar da grande cobertura, o fenômeno será classificado como eclipse parcial porque uma pequena parte da Lua permanecerá fora da umbra, a região mais escura da sombra terrestre.
“O fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total”, explica a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional (ON).
A observação poderá ser feita em todas as regiões do país, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis.
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O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Com os três corpos celestes alinhados, a sombra da Terra é projetada sobre a superfície lunar.
Essa sombra possui duas regiões: a penumbra, que é mais clara, e a umbra, que corresponde à parte mais escura.
Quando a Lua atravessa apenas a penumbra, ocorre um eclipse penumbral, que costuma ser mais difícil de perceber. Já no eclipse parcial, uma parte do disco lunar entra na umbra. No eclipse total, toda a Lua fica dentro dessa região.
Durante o fenômeno desta semana, a Lua entrará profundamente na umbra, mas não ficará completamente coberta. Por isso, no momento de maior obscurecimento, será possível observar uma pequena faixa ainda iluminada.
Os horários abaixo seguem o fuso de Brasília:
A fase parcial, que é a etapa mais facilmente perceptível, terá duração aproximada de 3 horas e 18 minutos. Considerando também as fases penumbrais, o eclipse completo se estenderá por cerca de 5 horas e 38 minutos.
Para quem quiser acompanhar o momento de maior cobertura, o horário será 1h13 de sexta-feira (28), no horário de Brasília. Em estados com fusos diferentes, será necessário fazer o ajuste correspondente. Em locais com uma hora a menos, por exemplo, o pico ocorrerá à 0h13.
Como não será um eclipse total, a Lua não deverá ficar completamente avermelhada como ocorre durante a chamada “Lua de Sangue”. Mesmo assim, a parte do disco que estiver dentro da umbra poderá adquirir tonalidades mais escuras, alaranjadas ou avermelhadas.
A mudança de cor ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera da Terra antes de chegar à Lua. A atmosfera espalha a luz azul com maior facilidade, enquanto comprimentos de onda mais longos, como vermelho e laranja, conseguem atravessar e alcançar a superfície lunar.
“É o mesmo fenômeno que torna o pôr do Sol vermelho. É como se a luz do Sol fosse filtrada pela nossa atmosfera e sobrasse esse vermelho que espalha a luz do Sol que incide sobre a Lua”, explica Alessandra Abe Pacini, cientista do grupo de Física Espacial da Universidade do Colorado.
Não será necessário nenhum equipamento especial para acompanhar o eclipse lunar. O fenômeno pode ser observado a olho nu e, diferentemente de um eclipse solar, não oferece risco à visão.
“Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser”, afirma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional.
Binóculos e telescópios podem ser utilizados para ampliar a visualização dos detalhes da superfície lunar e da área atingida pela sombra da Terra.
O principal fator que poderá dificultar a observação será a presença de nuvens. No Brasil, será possível acompanhar todas as fases do fenômeno, desde a entrada da Lua na penumbra até o encerramento, próximo das 4h da manhã de sexta-feira.
O eclipse também poderá ser observado em outras áreas das Américas e em partes da Europa e da África.
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