

Campanha de Multivacinação 2026 busca atualizar a caderneta de crianças e adolescentes e reforçar a proteção contra doenças graves | Foto: Rafael Nascimento/MS
07 de agosto de 2026 – O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar as coberturas vacinais em todo o país.
A mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.
A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, além de contribuir para a proteção coletiva por meio da vacinação.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou, nesta sexta-feira (7), a distribuição de doses de vacinas no Almoxarifado Central de Guarulhos.
Segundo ele, a campanha também chama atenção para a necessidade de reforçar a imunização contra o sarampo.
“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou Alexandre Padilha.
Para viabilizar a campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses de vacinas aos estados.
Ao longo de 2026, a pasta já destinou mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal.
O objetivo é garantir o abastecimento da rede e apoiar as estratégias de vacinação em todo o território nacional.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis.
Manter altas coberturas vacinais é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e mortes.
Entre as doenças que podem ser prevenidas estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias, meningites, influenza, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV e dengue.
Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação.
O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites.
A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário.
Entre elas estão a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.
Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.
Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação, vacinas como BCG, hepatite B, penta, poliomielite, rotavírus humano, pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente, meningocócica C, influenza, covid-19, febre amarela, meningocócica ACWY, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, dT, HPV4 e dengue tetravalente.
A lista contempla imunizantes essenciais para a prevenção de doenças que podem comprometer a saúde de crianças e adolescentes.
Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde vai intensificar a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Nessas três cidades, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia.
“Nós estamos chamando pessoas até 59 anos para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje, e nem o que aconteceu em São Paulo em 2019, que chegou a 20 mil casos de sarampo. A campanha vai até o dia 1º de setembro. O Ministério da Saúde distribuiu quase 180 milhões de doses de vacinas para crianças e adolescentes em todo o país”, informou o ministro Alexandre Padilha.
A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus.
A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses.
A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde, de acordo com idade e histórico vacinal.
Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas em 2026 aos estados e municípios.
Desse total, cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país.
Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento.
Até o momento, foram aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Em 2025, foram administradas 170,8 milhões de doses em todo o país.
Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite, a VIP, aos 4 anos de idade.
A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024.
O reforço amplia a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos da doença há décadas, mas mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus.
Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam melhora na vacinação infantil no Brasil.
O número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo B, caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025.
A redução é de cerca de 90%.
Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025.
O resultado reforça a importância da busca ativa e da manutenção de altas coberturas vacinais.
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