
Envelhecimento dos beneficiários leva o ISSEC a ampliar o uso de dados, a regulação e o acompanhamento de pacientes para antecipar riscos e fortalecer a assistência. | Foto: divulgação
19 de agosto de 2026 – O envelhecimento dos beneficiários vem transformando a forma de atuação do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (ISSEC). Dados de 2025 mostram que 41% dos quase 120 mil usuários do instituto têm mais de 59 anos, enquanto 15% estão na faixa de 0 a 18 anos.
A idade média dos beneficiários se aproxima dos 50 anos, acima dos 42,19 anos registrados entre as autogestões em saúde no país, segundo a Pesquisa Nacional UNIDAS 2024. No mesmo período, o ISSEC ampliou em 7,6% o número de beneficiários.
O perfil etário tem impacto direto na utilização dos serviços. Exames e internações representam 67% do custo assistencial do instituto, em um cenário marcado pela maior prevalência de doenças crônicas e pela necessidade de acompanhamento contínuo.
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Para André Machado Junior, CEO da Maida.Health, que atua na cogestão da operação, o envelhecimento das carteiras de beneficiários tende a colocar a sustentabilidade dos sistemas de saúde cada vez mais no centro das discussões.
“O envelhecimento aumenta a prevalência de doenças crônicas e a necessidade de exames, internações e tratamentos de maior complexidade. Isso exige uma gestão capaz de enxergar o paciente antes que ele chegue a uma situação mais grave”, afirma.
Além do impacto sobre as despesas, uma população mais velha tende a demandar acompanhamento por períodos mais longos, maior utilização dos serviços e tratamentos de maior complexidade.
Nesse cenário, a identificação antecipada de riscos passa a ter papel estratégico para evitar que alterações de saúde evoluam para quadros mais graves. A mudança no perfil dos beneficiários do ISSEC acompanha uma transformação demográfica que tende a se intensificar nos próximos anos.
Segundo Machado Junior, a análise das informações permite identificar mudanças no padrão de utilização dos serviços e direcionar ações de acompanhamento para os pacientes que apresentam maior necessidade de atenção.
“Não se trata simplesmente de gastar menos. Trata-se de utilizar melhor os recursos disponíveis e, principalmente, atuar antes. Quando conseguimos antecipar riscos e acompanhar pacientes que precisam de atenção contínua, reduzimos a possibilidade de agravamentos e internações que poderiam ser evitadas”, afirma.
Para responder ao cenário, o ISSEC vem fortalecendo a regulação técnica e a auditoria assistencial, além de monitorar indicadores em tempo real e utilizar dados para identificar padrões de utilização dos serviços.
A estratégia também busca apoiar decisões relacionadas ao cuidado dos beneficiários e direcionar os recursos de maneira mais eficiente, sem comprometer o acesso à assistência.
Segundo o relatório anual do ISSEC, as medidas adotadas em 2025 contribuíram para evitar R$ 20,9 milhões em despesas assistenciais.
O resultado está relacionado a ações de regulação, auditoria e acompanhamento da utilização dos serviços. A proposta é ampliar a eficiência na aplicação dos recursos e, ao mesmo tempo, fortalecer o acompanhamento dos beneficiários diante do avanço das doenças crônicas e do envelhecimento da população atendida.
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