
Milton Leite foi preso em Mogi das Cruzes e pediu atendimento médico neste sábado (19), antes da audiência de custódia. O procedimento deve ocorrer de forma virtual. | Foto: Richard Lourenço/Câmara de SP
19 de setembro de 2026 – O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite pediu atendimento médico neste sábado (19), enquanto aguardava para participar da audiência de custódia após sua prisão em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Segundo informações da investigação, Milton Leite estava na fila para a audiência quando passou mal e foi encaminhado para atendimento hospitalar. Por causa do episódio, ele não chegou a participar da audiência presencialmente. O procedimento deve ocorrer de forma virtual.
“Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência”, informou uma fonte da investigação.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os sintomas apresentados por Milton Leite nem sobre seu estado de saúde.
A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça analisa as circunstâncias da prisão e verifica, entre outros aspectos, a necessidade de manutenção da detenção.
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Milton Leite se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18), em uma delegacia de Mogi das Cruzes. Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta e estava foragido.
O ex-vereador é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, por suspeitas relacionadas à atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público de São Paulo.
De acordo com os investigadores, Milton Leite seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle da facção. A investigação também aponta que ele seria o proprietário de fato da Transwolff.
Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva (PL) estão entre os investigados na Operação Vectura Corrupta.
A operação foi deflagrada na quinta-feira (17) para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em municípios como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, envolvendo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.
A apuração também investiga a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.
Na saída para o Instituto Médico-Legal (IML), ainda na sexta-feira (18), Milton Leite afirmou à imprensa que é inocente das acusações.
“Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, declarou.
Questionado se se arrependia de alguma coisa, o ex-vereador respondeu:
“Só arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo.”
Neste sábado (19), Alexandre Leite, um dos filhos do ex-vereador, publicou um vídeo nas redes sociais comentando o caso.
“Consideramos essa medida extremamente injusta, mas cabe aos advogados fazer a defesa jurídica. Vejo como uma boa oportunidade de passar essa história a limpo e colocar um ponto final, para que ela não seja reverberada a cada dois anos ou a cada período eleitoral”, afirmou.
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