

Câmara dos Deputados aprovou a indicação de Rodrigo Pacheco para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
02 de setembro de 2026 – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A aprovação ocorreu por 404 votos favoráveis a 61.
Com o aval dos deputados, a indicação será promulgada pelo Congresso Nacional.
O nome de Rodrigo Pacheco já havia sido aprovado pelo Senado Federal nessa terça-feira (1º), em votação direta no plenário da Casa.
O processo ocorreu sem análise prévia da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
A indicação de Pacheco foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a abertura da vaga deixada pelo ministro Bruno Dantas.
Dantas renunciou ao cargo nesta segunda-feira (31), em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Ele permanecerá na função até o fim da semana.
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Antes da vaga no TCU, Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado.
Após a derrota do indicado ao STF, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre por considerar que o presidente do Senado atuou para inviabilizar a aprovação de Messias.
Recentemente, porém, os dois retomaram o diálogo.
A reaproximação ocorre em um momento em que o governo busca apoio para avançar com pautas prioritárias no Congresso durante o ano eleitoral, entre elas propostas sobre o fim da escala 6×1, segurança pública e a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas.
O relator da indicação na Câmara, deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que Rodrigo Pacheco está apto a assumir o cargo no TCU.
Segundo Aécio, Pacheco reúne condições para exercer “não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia”.
“O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”, prosseguiu o relator.
Rodrigo Otávio Soares Pacheco é advogado e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Ele iniciou a trajetória política como deputado federal por Minas Gerais.
Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser eleito senador em 2018.
Pacheco chegou ao comando do Senado em fevereiro de 2021, com apoio de uma ampla coalizão partidária, e foi reeleito posteriormente para o biênio seguinte.
Ao longo da presidência do Legislativo, consolidou-se como articulador moderado e institucional, atuando como interlocutor entre os poderes Executivo e Judiciário e defendendo os ritos democráticos.
Rodrigo Pacheco passou por legendas como MDB e DEM, migrou para o PSD e, posteriormente, para o PSB.
Seu nome chegou a ser cotado e articulado por aliados para a disputa ao governo de Minas Gerais.
No entanto, ele confirmou publicamente a desistência de concorrer ao Executivo estadual e indicou a intenção de encerrar a carreira política eletiva ao fim do mandato como senador.
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