
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes | Foto: Victor Piemonte/STF
15 de setembro de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) formou placar de 4 votos a 3 para manter separadas as análises dos casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, integrantes da Corte.
A votação ocorre em uma sessão considerada histórica, convocada para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma suposta relação próxima entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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Até o momento, votaram pela manutenção da análise separada os ministros Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Fachin, presidente do STF e relator do caso, foi acompanhado por Mendonça, Fux e Cármen.
No sentido contrário, votaram para que os casos sejam analisados em conjunto os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.
Os ministros analisam uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes.
O pedido prevê a junção dos casos, o adiamento da análise para o dia 23 de setembro e um novo sorteio da relatoria, atualmente sob responsabilidade de Edson Fachin.
Durante a sessão, Moraes reforçou a Fachin que não havia pedidos da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República para abertura de investigação contra ele.
“Só existe pedido de extinção da Pet [a ação]”, afirmou Alexandre de Moraes.
Ainda durante o voto, Moraes criticou a relatoria e a condução de Edson Fachin no caso que analisa as mensagens entre o magistrado e Daniel Vorcaro.
“Foi me dado cinco dias para prestar informações sobre o que consta na PET [petição]”, começou Moraes.
“O que consta nela? Pedido de investigação feito pela PF? Não. Pedido de investigação feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República)? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Consta algum pedido de investigação em relação a mim? Não. Vossa Excelência vai votar o quê?”, indagou.
A sessão discute a validade da prova produzida pela Polícia Federal e a existência de elementos que possam justificar a abertura de uma investigação.
Antes de tratar do mérito das mensagens, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF.
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens.
Outros integrantes da Corte entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
A sessão ocorre em meio a um ambiente de tensão no Supremo, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas por André Mendonça.
Antes da sessão, ministros discutiram internamente quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.
Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Também na segunda-feira, André Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.
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Tags: STF, Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Daniel Vorcaro, Banco Master, Polícia Federal, PF, Procuradoria-Geral da República, PGR, relatório da PF, questão de ordem, plenário do STF, investigação, prova, nulidade, relatoria, Justiça, política, Brasília, CNN Brasil, Portal Terra Da Luz