

O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de acompanhamento e ajudar paciente e família a se prepararem para a evolução da doença. | Foto: Freepik
15 de setembro de 2026 – A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência e responde por cerca de 60% a 70% dos casos no mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, reforça a importância de reconhecer os primeiros sinais e buscar avaliação médica o quanto antes.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória recente, mas também pode comprometer a linguagem, a orientação, o comportamento e a capacidade de realizar atividades cotidianas.
Um dos principais desafios é diferenciar esquecimentos considerados comuns durante o envelhecimento daqueles que podem estar relacionados ao desenvolvimento de uma doença.
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De acordo com o neurologista Norberto Frota, do Hospital São Carlos/Rede D’Or, alguns comportamentos devem servir como alerta para a necessidade de avaliação médica.
“É importante diferenciar os esquecimentos naturais do envelhecimento dos sinais que indicam um processo patológico. Repetir perguntas, se perder em trajetos conhecidos e ter dificuldade para lembrar de fatos recentes merecem avaliação médica”, afirma o neurologista.
Entre os sinais que merecem atenção estão esquecimentos frequentes que interferem na rotina, repetição constante de perguntas, dificuldade para realizar tarefas que antes eram habituais, problemas para encontrar palavras e desorientação no tempo ou no espaço.
Mudanças de comportamento também podem aparecer ao longo da evolução da doença e devem ser observadas pela família e pelas pessoas que convivem com o paciente.
O diagnóstico precoce permite iniciar o acompanhamento ainda nas fases iniciais da doença. Para o paciente e seus familiares, a identificação antecipada também oferece mais tempo para compreender a condição e se preparar para as mudanças que podem ocorrer com sua evolução.
“Não existe cura para o Alzheimer, mas há tratamentos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e a manter a qualidade de vida por mais tempo. Quanto antes o diagnóstico, maior é a margem de atuação da equipe médica”, explica Norberto Frota.
A avaliação deve ser feita por profissionais de saúde, que podem analisar o histórico do paciente, os sintomas apresentados e realizar exames necessários para investigar as causas das alterações cognitivas.
Além do acompanhamento médico, o especialista destaca a importância de hábitos associados à manutenção da saúde cerebral. Entre eles estão o controle da pressão arterial e do diabetes, a prática regular de atividade física, o estímulo cognitivo e a manutenção do convívio social.
“Hábitos saudáveis não eliminam o risco da doença, mas há evidências de que contribuem para retardar seu aparecimento e amenizar seus efeitos. Cuidar do coração também é cuidar do cérebro”, destaca Norberto Frota.
A adoção desses cuidados não impede necessariamente o desenvolvimento do Alzheimer, mas faz parte de uma estratégia de promoção da saúde ao longo da vida.
A progressão do Alzheimer pode aumentar a necessidade de auxílio nas atividades cotidianas. Com isso, familiares frequentemente passam a assumir parte dos cuidados e precisam lidar com mudanças na rotina e nas responsabilidades.
Para Norberto Frota, a orientação dos cuidadores é fundamental durante o acompanhamento do paciente.
“O Alzheimer afeta toda a estrutura familiar. Orientar os cuidadores sobre a evolução da doença e sobre estratégias de manejo do dia a dia é tão fundamental quanto o cuidado com o próprio paciente”, completa.
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, busca ampliar a conscientização sobre a doença, seus sinais e a importância do diagnóstico e do acompanhamento adequados.
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