

Conjunto brasileiro de ginástica rítmica conquista bronze no Mundial de Frankfurt e garante vaga antecipada para Los Angeles 2028 | Foto: MeloGym/CBG
15 de agosto de 2026 – O Brasil voltou ao pódio do Mundial de Ginástica Rítmica e garantiu, de forma inédita, a classificação antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Neste sábado (15), em Frankfurt, na Alemanha, o conjunto brasileiro conquistou a medalha de bronze na prova geral, considerada a prova olímpica da modalidade, ao somar 55,500 pontos.
As brasileiras ficaram atrás apenas da Espanha, campeã com 57,450 pontos, e do Japão, que levou a prata com 56,700 pontos.
O conjunto formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi brilhou na arena alemã.
Na série mista, com três arcos e dois pares de maças, as brasileiras se apresentaram ao som de “Abracadabra”, hit de Lady Gaga, e receberam 28,700 pontos, a segunda maior nota do dia.
A apresentação foi decisiva para colocar o Brasil na disputa pelo pódio.
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Na série simples, com cinco bolas, o Brasil se apresentou ao som de “Feeling Good”, clássico do jazz.
Mesmo com uma falha durante a execução, as brasileiras conseguiram manter a concentração e fecharam a apresentação com 26,800 pontos, a oitava melhor nota do aparelho.
A soma das duas séries garantiu a medalha de bronze e a vaga olímpica.
A capitã da seleção brasileira, Duda Arakaki, destacou a união do grupo após a conquista.
“É muito orgulho do time inteiro, porque, acima de qualquer resultado, somos uma família. A gente trabalhou muito duro para estar aqui. Conseguir essa vaga agora era nosso principal objetivo, era um sonho, mas o mais importante foi todo o processo, tudo por que passamos para estar aqui. Nenhuma medalha ou vaga supera o amor que temos uma pela outra, o amor que temos por nosso esporte”, disse Duda Arakaki.
As brasileiras chegaram ao Mundial como candidatas ao pódio após uma temporada de bons resultados.
Vice-campeão mundial em casa em 2025, o conjunto confirmou o novo patamar da ginástica rítmica brasileira ao deixar para trás potências tradicionais como China, Rússia e Bulgária, campeãs das três últimas edições dos Jogos Olímpicos.
A medalha reforça o sonho de um pódio inédito do Brasil na ginástica rítmica em Jogos Olímpicos.
Duda Arakaki também comentou a atuação da equipe durante a final.
“Saímos da apresentação da série mista muito felizes. Conseguimos mostrar a nossa série, do jeito que a gente vem treinando. Foi uma grande nota. Na bola, infelizmente tivemos um erro, mas a gente sabe que no esporte de alto rendimento a gente está suscetível a essas coisas. Mantemos a cabeça firme e conseguimos segurar a série até o final. Tivemos uma boa nota”, afirmou Duda Arakaki.
O Brasil se apresentou no Grupo B e travou um duelo nota a nota com a Espanha, atual campeã europeia e uma das favoritas ao título.
As espanholas cravaram a série mista e receberam 28,950 pontos, a maior nota do conjunto em 2026.
Pouco depois, o Brasil também acertou a série ao som de “Abracadabra”, em uma apresentação segura e de forte impacto visual.
A estratégia brasileira foi controlar os riscos em algumas recuperações de aparelhos para evitar erros maiores.
Na série simples, a Espanha voltou a cravar a apresentação e marcou 28,500 pontos, assumindo a liderança geral.
O Brasil teve uma falha na recuperação de um aparelho e perdeu uma colaboração, mas não se desestabilizou.
As atletas acertaram todos os exercícios seguintes e conseguiram uma nota suficiente para manter o país entre os medalhistas.
“Tudo é treinado. A gente treina todas as situações. Essa série é nosso ponto forte. A gente faz sempre cravada no treino, mas sempre acontece um erro ou outro, e a gente tem de saber continuar. A gente sabe que tem uma margem. Não pode deixar um erro acabar com a série inteira”, disse Duda Arakaki.
Espanha e Brasil ainda precisaram esperar o último grupo de conjuntos para confirmar as medalhas.
O Japão, campeão mundial de 2025, fez duas séries consistentes e ficou com a prata.
Rússia e Belarus, seleções tradicionais que retornaram ao cenário internacional após cinco anos de suspensão por causa da guerra na Ucrânia, não conseguiram tirar o Brasil do pódio.
Com o bronze confirmado, o conjunto brasileiro garantiu também a classificação antecipada para Los Angeles 2028.
Os três países medalhistas em Frankfurt garantiram vaga antecipada para as Olimpíadas de 2028 e devem seguir como principais rivais no ciclo olímpico.
Neste domingo, a partir das 6h, no horário de Brasília, o Brasil volta à arena para disputar as finais por aparelhos do Mundial.
As provas não fazem parte do programa olímpico, mas representam mais uma oportunidade para o conjunto brasileiro medir forças com as principais equipes do mundo.
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