

Representantes da UFC e parceiros participam do plantio de mudas durante a inauguração do jardim agroflorestal no Campus do Pici, em Fortaleza. | Foto: divulgação/UFC
10 de junho de 2026 – A Universidade Federal do Ceará (UFC) inaugurou simbolicamente um jardim agroflorestal no Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra, em Fortaleza. O projeto integra ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas para a sustentabilidade e a preservação ambiental, além de fortalecer a conexão entre universidade e comunidade.
A cerimônia contou com o plantio de mudas e a assinatura de um acordo de cooperação entre a UFC e a Fundação Cultural Educacional em Defesa do Meio Ambiente (Cepema).
O espaço é composto por três módulos: jardim, horta e agrofloresta. O jardim receberá flores ornamentais, comestíveis e plantas medicinais; a horta será destinada ao cultivo de hortaliças; e a agrofloresta reunirá árvores e produção de alimentos em um mesmo ambiente.
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Segundo o coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (SMA) da UFC, Lamartine Oliveira, o diferencial do projeto está na integração entre diferentes tipos de cultivo.
“O grande diferencial desse espaço em relação aos demais existentes por aí é que, no geral, eles são espaços voltados para uma única cultura, como plantas medicinais ou hortaliças. Aqui não. Por isso tem esse nome: agrofloresta. É o agro misturado com floresta em pequenos espaços”, explicou.
De acordo com o coordenador, a proposta é que o local funcione como referência para moradores, estudantes e instituições interessadas em reproduzir modelos sustentáveis em áreas urbanas.
“Hoje, é possível eu ter uma pequena agrofloresta em uma varanda. Ou ter uma agrofloresta mais diversa no quintal. A ideia é criar diferentes modelos que possam servir de exemplo e ser replicados em Fortaleza e na Região Metropolitana”, acrescentou.

O reitor da UFC, Custódio Almeida, destacou que o jardim agroflorestal será um laboratório ao ar livre para atividades acadêmicas e de extensão.
“As pessoas podem se sentir convidadas a vir aqui plantar e, oportunamente, colher. É um projeto agroflorestal em que a universidade se coloca como um laboratório vivo”, afirmou.
Segundo ele, cursos das áreas de Ciências Agrárias, Biologia e Ecologia participarão das atividades desenvolvidas no espaço, que também estará aberto à comunidade externa.
“É algo para envolver cada vez mais a comunidade e os estudantes, com a referência da Secretaria de Meio Ambiente”, ressaltou.
A secretária da SMA-UFC, Aliny Abreu, explicou que a iniciativa surgiu a partir das discussões realizadas durante as oficinas do Plano Diretor de Fortaleza.
Para ela, o espaço permitirá unir o conhecimento tradicional de agricultores à produção científica da universidade.
“Esperamos que os tomadores de decisão e o poder público possam vir aqui, pegar um recorte dessa área e dizer: ‘queremos replicar esse pedaço na praça tal, na área tal da cidade’. Acho que podemos contribuir para tornar nossas cidades mais resilientes”, destacou.
A gestora também enfatizou a importância das agroflorestas para o enfrentamento das mudanças climáticas e a melhoria do microclima urbano.
O projeto será desenvolvido em parceria com a Fundação Cepema, instituição que há mais de três décadas atua na extensão rural e na promoção da agroecologia junto a agricultores familiares.
Segundo o diretor-presidente da Fundação Cepema no Ceará, Adalberto Alencar, a iniciativa busca integrar diferentes formas de conhecimento.
“Nós iremos unir esses saberes aos conhecimentos da ciência e da tecnologia da universidade. O objetivo é trazer alunos, professores, agricultores urbanos e rurais, desenvolver pesquisa, ensino e extensão e ampliar isso para territórios fora da universidade”, afirmou.
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