

Novo Tesouro Reserva promete facilitar investimentos de baixo risco com aplicação mínima de apenas R$ 1. | Foto: Divulgação
11 de maio de 2026 – O Tesouro Direto lançou oficialmente nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público criado para atrair investidores que buscam simplicidade, segurança e facilidade na hora de aplicar dinheiro.
A novidade surge como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às chamadas caixinhas digitais oferecidas por bancos e fintechs. O investimento permite aplicações a partir de R$ 1 e possui rendimento atrelado à taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
O novo produto financeiro foi desenvolvido em parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco do Brasil, que já disponibilizou a ferramenta para seus clientes durante a fase de testes.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O Tesouro Reserva foi criado com foco em investidores iniciantes e pessoas que desejam formar uma reserva financeira sem lidar com mecanismos mais complexos do mercado financeiro.
Uma das principais diferenças em relação ao tradicional Tesouro Selic é a ausência da chamada marcação a mercado — mecanismo que altera diariamente o valor dos títulos conforme as expectativas econômicas variam.
Na prática, isso significa maior previsibilidade para quem deseja resgatar o dinheiro antes do vencimento.
Além disso, o título oferece liquidez diária, permitindo aplicações e resgates a qualquer momento, inclusive aos finais de semana, com possibilidade de movimentação via PIX.
“Isso aproxima o Tesouro Direto da experiência que hoje o investidor já encontra nas fintechs [bancos e plataformas digitais]”, afirmou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
O vencimento do papel será de três anos, mas o investidor poderá retirar os recursos quando desejar, sem descontos sobre o valor investido.
Por ser um título público emitido pelo governo federal, o Tesouro Reserva é classificado como investimento de baixo risco.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o novo produto busca atender pessoas que desejam segurança sem abrir mão da rentabilidade.
O rendimento acompanha a taxa básica de juros da economia, embora o percentual exato da remuneração ainda não tenha sido detalhado oficialmente.
Especialistas do mercado financeiro avaliam que o Tesouro Reserva deve disputar espaço principalmente com os CDBs, LCIs, LCAs e as populares caixinhas digitais.
“O desafio será competir com o retorno de CDBs, LCIs e LCAs, que muitas vezes são mais atrativos e não têm taxas”, afirmou Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos.
Atualmente, os títulos do Tesouro Direto possuem taxa de custódia próxima de 0,20% ao ano, mas ainda não há confirmação se o novo produto seguirá a mesma cobrança.
Marcos Praça avalia que o Tesouro Reserva pode ganhar espaço entre investidores conservadores.
“Em um ambiente de juros ainda altos no Brasil, produtos atrelados à Selic continuam muito atrativos para o investidor conservador”, concluiu.
Inicialmente, o investimento está disponível para clientes do Banco do Brasil. O acesso pode ser feito diretamente pelo aplicativo de investimentos da instituição, na área do Tesouro Direto.
O investidor deve selecionar o Tesouro Reserva, informar o valor desejado e confirmar a aplicação.
Segundo o Ministério da Fazenda, outros bancos poderão oferecer o produto futuramente, conforme adesão de cada instituição financeira.
Leia também | Irã chama proposta aos EUA de “generosa”
Tags: Tesouro Reserva, Tesouro Direto, Selic, investimento, renda fixa, Banco do Brasil, economia, finanças pessoais, reserva de emergência, CDB, poupança, caixinhas digitais, LCIs, LCAs, Tesouro Nacional, juros, mercado financeiro, investimento seguro, educação financeira, PIX, investidores iniciantes, Portal Terra da Luz