

Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent | Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
04 de junho de 2026 – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (04/06) que o governo norte-americano tem pressionado o Brasil e outros parceiros comerciais contra a adoção de tributos sobre serviços digitais.
As chamadas taxas de serviços digitais são alvo de críticas de Washington, que considera que esse tipo de cobrança pode atingir de forma desproporcional empresas norte-americanas de tecnologia.
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Durante audiência na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Bessent citou nominalmente o Brasil ao comentar a estratégia do governo americano para enfrentar propostas de tributação digital em diferentes mercados.
“Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais”, declarou o secretário.
Segundo ele, a atuação dos Estados Unidos busca proteger os interesses das companhias de tecnologia do país nas negociações comerciais internacionais.
“Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas”, afirmou Bessent.
A declaração ocorre em meio ao avanço de debates globais sobre a tributação de grandes empresas de tecnologia, especialmente plataformas digitais, redes sociais, serviços de publicidade online, comércio eletrônico e empresas que operam em escala internacional.
Países que discutem a adoção de impostos sobre serviços digitais argumentam que muitas dessas companhias geram receitas relevantes em seus mercados, mas pagam tributos proporcionalmente menores em comparação com empresas locais.
Já os Estados Unidos sustentam que medidas desse tipo podem prejudicar empresas norte-americanas e criar barreiras comerciais contra o setor de tecnologia.
A fala de Bessent indica que a cobrança sobre serviços digitais passou a fazer parte da agenda de pressão comercial dos Estados Unidos. Além do Brasil, o secretário citou Europa, Índia e Canadá como alvos da atuação diplomática e econômica de Washington.
A posição reforça a defesa do governo americano em favor das big techs, em um momento em que diversos países discutem novas formas de regulação, tributação e responsabilização de plataformas digitais.
No caso brasileiro, eventual adoção de taxas sobre serviços digitais poderia abrir novo capítulo nas relações comerciais com os Estados Unidos. O tema envolve interesses econômicos, arrecadação tributária, soberania regulatória e competitividade das empresas nacionais diante de gigantes globais da tecnologia.
A discussão também ocorre em um cenário de maior atenção sobre o papel das plataformas digitais na economia, na comunicação, na publicidade e no funcionamento de serviços online utilizados diariamente por milhões de brasileiros.
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