

Gasolina, diesel e gás de cozinha registraram redução nos preços médios pesquisados pela ANP | Foto: Agência Brasil
11 de julho de 2026 – Os preços médios dos principais combustíveis consumidos no Brasil recuaram na semana de 5 a 11 de julho, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A maior redução proporcional foi observada no diesel. Tanto o tipo S-10 quanto o S-500 ficaram, em média, 0,7% mais baratos na comparação com a semana anterior.
O diesel S-10 passou de R$ 7,02 para R$ 6,97 por litro, enquanto o S-500 caiu de R$ 6,69 para R$ 6,64. A gasolina recuou 0,4%, de R$ 6,61 para R$ 6,58 por litro. O botijão de gás de cozinha teve queda de 0,1%, com preço médio de R$ 114,41.
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A queda do diesel é relevante porque o combustível movimenta caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos industriais. Como grande parte das mercadorias brasileiras é transportada por rodovias, alterações no preço podem afetar fretes, alimentos e produtos industrializados.
A redução observada em uma semana, no entanto, ainda é pequena para produzir impacto imediato e generalizado sobre os preços ao consumidor. Para que o efeito apareça, o movimento precisa ser mais duradouro e chegar aos contratos de transporte.
Também existem diferenças regionais provocadas por impostos, logística, custos de distribuição e margens adotadas pelos postos.
A ANP encontrou grandes variações entre os municípios pesquisados. O diesel e a gasolina mais caros foram registrados no Guarujá, em São Paulo, onde ambos chegaram a R$ 9,79 por litro.
O diesel mais barato foi encontrado no Rio de Janeiro, a R$ 5,89. A gasolina de menor preço foi comercializada em Araraquara, a R$ 5,49.
No caso do gás de cozinha, o valor mais alto foi de R$ 161 em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. O menor preço, de R$ 79, foi registrado em Caçapava, no interior paulista.
As diferenças mostram a importância da pesquisa de preços, principalmente para consumidores que possuem vários postos ou distribuidores próximos.
Apesar do pequeno recuo, o botijão continua representando uma despesa elevada para famílias de baixa renda. O produto é essencial para o preparo de alimentos e não pode ser substituído facilmente em muitas residências.
Quando o valor aumenta, algumas famílias recorrem à lenha, carvão ou improvisações que podem causar acidentes e problemas respiratórios.
Políticas de auxílio precisam considerar não apenas o preço médio nacional, mas também as fortes variações regionais e os custos de entrega em áreas rurais e periferias.
Os preços dos combustíveis dependem de fatores como cotação internacional do petróleo, dólar, impostos, mistura de biocombustíveis e política comercial das refinarias.
A instabilidade no Oriente Médio e as tensões no Estreito de Ormuz podem voltar a pressionar o petróleo. Mesmo sendo produtor da commodity, o Brasil permanece exposto às referências internacionais e ao comportamento do câmbio.
A redução semanal é uma notícia positiva, mas o consumidor deve acompanhar se o movimento será mantido e repassado de forma ampla pelos postos.
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