

Donald Trump e Xi Jinping se reuniram em Pequim para discutir comércio, Irã, Taiwan e os rumos da relação entre Estados Unidos e China | Foto: Evan Vucci-Pool/Getty Images
15 de maio de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que a relação entre EUA e China é “muito forte”, durante encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. A reunião ocorreu no complexo de Zhongnanhai e marcou o encerramento da visita de Estado do líder norte-americano ao país asiático.
Ao lado de Xi Jinping, Trump destacou o tempo de convivência política entre os dois líderes e afirmou que ambos já conseguiram resolver diferentes problemas ao longo dos últimos anos.
“Nos conhecemos há 11 anos, quase 12 anos, é muito tempo. E resolvemos muitos problemas diferentes que outras pessoas não teriam conseguido resolver, e o relacionamento é muito forte”, disse o presidente norte-americano.
Na manhã desta sexta-feira, Trump e Xi realizaram a segunda reunião bilateral da visita de Estado. Antes do início das conversas, os dois presidentes posaram para a foto oficial do encontro.
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Durante a reunião, Trump afirmou que discutiu com Xi Jinping o programa nuclear do Irã. Segundo o presidente dos Estados Unidos, os dois líderes concordam que o país não deve possuir armas nucleares.
A pauta envolvendo o Irã ganhou destaque diante das tensões internacionais e dos impactos da guerra sobre rotas estratégicas, incluindo o Estreito de Ormuz, importante via para o transporte marítimo e energético global.
Além do Irã, os presidentes trataram de temas relacionados a Taiwan e ao comércio bilateral. De acordo com a cobertura da Reuters, Xi Jinping alertou Trump que divergências sobre Taiwan podem levar a relação entre Estados Unidos e China a um caminho perigoso, com risco de confronto ou conflito.
Taiwan, ilha governada democraticamente e reivindicada por Pequim, segue como um dos pontos mais delicados da relação entre as duas maiores economias do mundo. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a posição norte-americana sobre Taiwan permanece inalterada.
Na área comercial, Trump e Xi afirmaram que houve progresso nas negociações, embora nenhum acordo tenha sido anunciado até o momento. O presidente norte-americano disse à Fox News que Xi concordou em encomendar 200 jatos da Boeing.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informou à Bloomberg que Washington espera que a China concorde em comprar “dezenas de bilhões de dólares” em produtos agrícolas norte-americanos anualmente pelos próximos três anos.
Na quinta-feira (14), Trump e Xi realizaram o primeiro encontro bilateral da visita. Na abertura, os dois líderes fizeram discursos de tom amistoso, ressaltando a importância da relação entre China e Estados Unidos.
Xi Jinping afirmou que o mundo havia “chegado a uma nova encruzilhada” e defendeu que os dois países “devem ser parceiros em vez de adversários, alcançar sucesso um para o outro, prosperar juntos” e trabalhar em conjunto diante dos desafios globais.
Trump, por sua vez, elogiou o “relacionamento fantástico” com o presidente chinês, chamou Xi de “um grande líder” e afirmou: “É uma honra ser seu amigo, e a relação entre a China e os EUA será melhor do que nunca.”
Após os pronunciamentos, a reunião continuou a portas fechadas.
A visita de Trump à China ocorre em meio a um cenário internacional marcado por disputas comerciais, tensões geopolíticas e expectativa sobre possíveis acordos entre Washington e Pequim.
Apesar do tom positivo nas declarações públicas, temas como Taiwan, Irã, comércio, energia e segurança global continuam no centro das negociações entre os dois países. O encontro é acompanhado de perto por governos, mercados e organismos internacionais, diante do impacto que decisões envolvendo EUA e China podem ter sobre a economia mundial.
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