

Sessão da Primeira Turma do STF analisa acusação contra réus apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco | Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
24 de fevereiro de 2026 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta terça-feira (24) o julgamento do processo penal que apura quem mandou matar a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro. No atentado, também foi morto o motorista Anderson Gomes, e a assessora Fernanda Chaves sofreu tentativa de homicídio.
O colegiado vai decidir se os cinco acusados devem ser condenados ou absolvidos. As sessões estão marcadas para a manhã e a tarde desta terça-feira e para a manhã de quarta-feira (25), em julgamento presencial na sede do STF, em Brasília.
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O rito segue o Regimento Interno do Supremo. O relator do caso, Alexandre de Moraes, apresenta inicialmente o relatório com o histórico do processo. Em seguida, a acusação, conduzida pela Procuradoria-Geral da República, faz a sustentação oral. Depois, as defesas dos réus expõem seus argumentos.
Encerrados os debates, os ministros votam. Para condenação ou absolvição, é necessária maioria simples da Turma, formada por cinco ministros. Integram o colegiado, além do relator, Flávio Dino, presidente da Turma, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Respondem à ação penal:
Eles são acusados de homicídio qualificado pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes e de tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves. Os irmãos Brazão e Robson Fonseca também respondem por organização criminosa.
Caso haja condenação, os ministros fixarão as penas de acordo com a participação de cada réu. Em caso de absolvição, o processo será arquivado. Em ambas as hipóteses, ainda cabem recursos no próprio STF.
Por decisão do relator, alguns dos acusados acompanham o julgamento por transmissão, diretamente dos locais onde estão presos. O público externo também pode assistir presencialmente, mediante credenciamento prévio junto ao Supremo.
O processo tramita no Supremo porque Francisco “Chiquinho” Brazão detinha foro por prerrogativa de função à época dos fatos, por ter exercido mandato de deputado federal. Em 2024, os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
A PGR sustenta que o assassinato foi praticado mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, com emprego de recursos que dificultaram a defesa das vítimas. Além das condenações penais, o órgão pede a perda de cargos públicos e a fixação de indenizações.
O julgamento marca mais um capítulo de um dos casos mais emblemáticos da história recente do país, acompanhado de perto por familiares, movimentos sociais e pela sociedade civil.
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