

Alexandre de Moraes negou pedido para que Jair Bolsonaro recebesse visita de Javier Milei durante período de restrição | Foto: Gustavo Moreno/STF
18 de julho de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse autorizado a receber a visita do presidente da Argentina, Javier Milei.
A solicitação previa que o encontro ocorresse no dia 25 de julho. No entanto, Bolsonaro está submetido a novas restrições impostas por Moraes, incluindo a proibição de receber visitas pelo período de 30 dias.
Pela decisão, somente médicos, fisioterapeutas e advogados podem entrar na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
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A decisão de Moraes impede que Bolsonaro receba lideranças políticas durante o período de restrição.
Com isso, a visita de Javier Milei, que estaria no Brasil para participar da convenção nacional do PL, não foi autorizada.
O presidente argentino deve apoiar o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Milei e Bolsonaro integram campos políticos ideologicamente próximos e fazem oposição ao grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As novas restrições foram determinadas após o senador Flávio Bolsonaro ler publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro.
Segundo a decisão, o conteúdo da mensagem tinha caráter político e eleitoral.
A defesa do ex-presidente alegou que Bolsonaro desconhecia que a carta seria divulgada publicamente nas redes sociais.
O argumento foi rejeitado por Alexandre de Moraes.
A avaliação do ministro foi de que a divulgação do conteúdo violou as restrições impostas ao ex-presidente no cumprimento da prisão domiciliar.
Com a decisão, Bolsonaro não poderá receber visitas políticas ou de aliados durante o período de 30 dias.
A entrada na residência fica restrita a profissionais diretamente ligados a cuidados de saúde e à defesa jurídica.
A medida também impede que o ex-presidente participe, mesmo indiretamente, de articulações políticas presenciais no período.
Bolsonaro segue como uma das principais lideranças da direita brasileira, mas está impedido de receber dirigentes partidários, aliados e familiares que participem de atos de natureza político-eleitoral.
A viagem de Javier Milei ao Brasil vinha sendo planejada desde a semana anterior.
A comitiva prevista para acompanhar o presidente argentino inclui o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno; a secretária-geral da Presidência e irmã de Milei, Karina Milei; e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
A agenda de Milei no país está ligada à convenção nacional do PL e ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Mesmo com a presença do presidente argentino no Brasil, o encontro com Jair Bolsonaro foi vetado pela decisão do STF.
A convenção nacional do PL deve marcar o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O evento ocorre em um contexto de reorganização da direita brasileira e de tentativa de transferência de capital político do ex-presidente para o filho.
A presença de Javier Milei é vista por aliados como um gesto de apoio internacional ao campo conservador.
No entanto, a decisão de Moraes limita a participação direta de Jair Bolsonaro nas articulações presenciais ligadas à convenção.
A defesa de Bolsonaro poderá apresentar novos pedidos ou recursos, mas, por ora, permanece válida a restrição de visitas determinada por Alexandre de Moraes.
A decisão reforça o controle judicial sobre as condições da prisão domiciliar e sobre eventuais manifestações políticas do ex-presidente durante o período de cumprimento das medidas impostas.
O caso amplia a tensão entre aliados de Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em meio à movimentação política para a disputa presidencial.
Até nova decisão, o ex-presidente segue impedido de receber visitas, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
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