

Empresas cearenses ampliam o uso da inteligência artificial para automatizar tarefas e formar equipes híbridas entre profissionais e sistemas inteligentes. | Foto: reprodução
10 de agosto de 2026 – A inteligência artificial está transformando a forma como empresas contratam, organizam processos e executam atividades do dia a dia. Os chamados “funcionários digitais” já começam a fazer parte da rotina de empresas cearenses, assumindo funções administrativas, atendimento ao cliente, organização de documentos, elaboração de relatórios, gestão de agendas e outras tarefas operacionais.
O avanço da tecnologia vem acelerando a adoção de soluções inteligentes no ambiente corporativo e reforçando uma nova realidade: equipes formadas por profissionais e sistemas de inteligência artificial trabalhando de forma integrada.
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O movimento acompanha o aumento da utilização da inteligência artificial pelos negócios brasileiros. Segundo pesquisa do Sebrae, oito em cada dez empreendedores cearenses já utilizaram alguma ferramenta de IA.
Outro levantamento realizado pelo Sebrae, em parceria com a FGV IBRE e o Google, aponta que 99% das médias e grandes empresas brasileiras já conhecem plataformas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT e Gemini.
Os dados indicam que a tecnologia deixou de ser uma tendência futura para se tornar parte da estratégia empresarial.
Para Diego Platini, CEO e cofundador da Solfy, empresa cearense especializada em soluções de tecnologia e inteligência artificial para aumento da eficiência operacional, o debate atual já não é mais sobre a adoção da IA, mas sobre a melhor forma de utilizá-la.
“Os funcionários digitais não chegam para substituir as pessoas, mas para assumir atividades repetitivas e operacionais, permitindo que as equipes se concentrem em decisões, relacionamento com clientes e inovação. O maior erro é acreditar que basta implantar uma ferramenta de IA. Antes disso, é preciso entender os processos da empresa e identificar onde a tecnologia realmente pode gerar eficiência”, afirma.
Segundo o especialista, a adoção da inteligência artificial deve estar alinhada aos processos internos para que gere ganhos reais de produtividade e redução de custos.
Na avaliação de Diego Platini, empresas de diferentes portes tendem a operar cada vez mais com equipes híbridas, reunindo profissionais e agentes inteligentes para acelerar processos e ampliar a eficiência.
Nesse modelo, a inteligência artificial assume atividades repetitivas e operacionais, enquanto os colaboradores direcionam seus esforços para funções estratégicas, criativas e de relacionamento com clientes.
A expansão da IA também traz novos desafios para o mercado de trabalho, levantando questões sobre quais profissões serão mais impactadas, como pequenas e médias empresas podem incorporar essas soluções e quais atividades continuarão dependendo exclusivamente da atuação humana.
Para Diego Platini, o diferencial competitivo das organizações estará na capacidade de integrar tecnologia e pessoas de maneira estratégica.
“As empresas que saírem na frente serão aquelas que conseguirem equilibrar tecnologia e talento humano. A inteligência artificial entrega velocidade e escala, mas são as pessoas que continuam responsáveis pelas decisões, pela criatividade, pela inovação e pela construção de relacionamentos”, conclui.
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