

Operação nacional de fiscalização apreendeu quase 6 toneladas de café adulterado e interditou estabelecimentos com irregularidades na produção e venda do produto | Foto: divulgação/Mapa
31 de maio de 2026 – Uma operação nacional de fiscalização apreendeu 5.944 quilos de café torrado e moído adulterado e 76.070 quilos de matéria-prima irregular utilizada na produção do produto. A ação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e teve como objetivo combater a produção e a comercialização dos chamados “cafés fake”.
A fiscalização ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio e alcançou indústrias e estabelecimentos comerciais em Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
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Ao todo, foram realizadas 84 fiscalizações. Segundo o Mapa, 19 estabelecimentos foram interditados, o equivalente a 32,8% dos locais inspecionados.
A operação contou com a participação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Procons estaduais e municipais e da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As irregularidades foram identificadas a partir de denúncias recebidas pelos órgãos de fiscalização.
De acordo com o ministério, a ação buscou retirar do mercado produtos comercializados como café puro, mas que apresentavam indícios de desconformidade com a legislação, incluindo excesso de impurezas e possível uso de ingredientes não autorizados para aumentar artificialmente o volume do produto.
A fiscalização também teve como foco reforçar a proteção ao consumidor em meio ao crescimento dos chamados “cafés fake”, fenômeno que ganhou espaço no mercado diante da forte alta dos preços do café nos últimos meses.
Segundo os órgãos envolvidos, além de prejudicar os consumidores, as adulterações comprometem a concorrência entre empresas que atuam dentro das normas sanitárias e de qualidade.
O Mapa ressaltou, no entanto, que os casos identificados são pontuais e não representam parcela significativa da produção nacional de café.
Durante a operação, os fiscais verificaram critérios de identidade, qualidade, rotulagem e classificação previstos na legislação federal para produtos de origem vegetal.
A análise dos produtos buscou identificar se o conteúdo vendido como café correspondia, de fato, às informações declaradas na embalagem e aos padrões exigidos para comercialização.
Para evitar fraudes, associações setoriais recomendam que o consumidor verifique a procedência do produto, especialmente quando o preço estiver muito abaixo da média do mercado.
Também é importante observar se a embalagem apresenta informações claras sobre fabricante, origem e composição. A leitura do rótulo é essencial, pois expressões como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” podem indicar produtos que não são compostos exclusivamente pelo grão.
Outra recomendação é verificar se a marca possui certificações de qualidade, como o selo da Abic, que funciona como controle de pureza e qualidade.
A entidade também disponibiliza o aplicativo gratuito ABICafé, que permite consultar informações do produto por meio do QR Code ou do código de barras da embalagem.
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