

Leilão de energia gera debate sobre investimentos, segurança energética e desenvolvimento no Nordeste | Foto: reprodução
18 de maio de 2026 – O Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 abriu uma disputa política e econômica no Nordeste. Enquanto o deputado federal Danilo Forte (PP-CE) intensifica questionamentos ao certame, lideranças de outros estados, como o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, defendem o potencial da iniciativa para atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a infraestrutura energética regional.
O leilão, realizado em março, contratou cerca de 19,5 GW de potência para garantir o abastecimento do sistema elétrico nacional em momentos de maior demanda ou menor geração por fontes intermitentes, como eólica e solar.
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Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri tem destacado o impacto positivo do certame. Segundo informações do governo estadual, a previsão é de quase R$ 7 bilhões em investimentos até 2028, relacionados à expansão da geração termelétrica a gás natural, com geração de 3 mil empregos diretos.
No Ceará, a expectativa dos especialistas do setor é de que o leilão possa atrair aproximadamente R$ 10 bilhões em investimentos e criar mais de 5 mil empregos, além de viabilizar obras associadas, como infraestrutura portuária e gasodutos.
Na Câmara dos Deputados, Danilo Forte tem liderado críticas ao Leilão de Reserva de Capacidade. O parlamentar pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão do certame e também solicitou apurações por órgãos como Polícia Federal, Cade e CGU, alegando possíveis irregularidades na modelagem e no processo de contratação.
A Comissão de Minas e Energia da Câmara também realizou audiência pública para discutir impactos regulatórios, econômicos e concorrenciais do leilão, a partir de requerimento apresentado pelo deputado cearense.
Para o setor elétrico, o leilão busca garantir energia firme ao sistema nacional, especialmente em períodos de pico de consumo ou baixa geração de fontes renováveis. A contratação de capacidade é vista como uma forma de reduzir riscos de desabastecimento e aumentar a confiabilidade do sistema.
Ao mesmo tempo, críticos do modelo questionam custos, impactos ambientais e a participação de fontes termelétricas, defendendo maior atenção às energias renováveis e ao planejamento regulatório.
O espaço segue aberto para manifestação do deputado Danilo Forte sobre os questionamentos ao certame e os possíveis impactos para o Ceará.
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Tags: energia, Leilão de Reserva de Capacidade, Ceará, Sergipe, Danilo Forte, Fábio Mitidieri, setor elétrico, infraestrutura energética, Nordeste, termelétrica, gás natural, investimentos, empregos, Portal Terra Da Luz