

Bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, com cobrança adicional nas contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
01 de agosto de 2026 – A bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com a decisão, será mantido o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Este será o quarto mês seguido com bandeira amarela, sinal de condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica no país.
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Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está relacionada ao período seco no Brasil.
Com menor volume de chuvas, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas tendem a ficar mais baixos, reduzindo a capacidade de geração hídrica.
Diante desse cenário, o sistema passa a depender mais do acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, esclarece a Aneel.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias foi desenvolvido para indicar aos consumidores os custos variáveis da geração de energia elétrica.
As bandeiras são divididas por cores e mostram quanto está custando gerar a energia utilizada em residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e demais unidades consumidoras atendidas pelo Sistema Interligado Nacional.
Quando as condições de geração são mais favoráveis, a bandeira é verde e não há cobrança adicional.
Quando o cenário exige fontes mais caras, como as termelétricas, podem ser acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são avaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O órgão define a melhor estratégia de geração para atender à demanda nacional e traça a previsão de custos que serão cobertos pelas bandeiras tarifárias.
A cor aplicada em cada mês considera a previsão de variação do custo da energia.
Por isso, a bandeira pode mudar conforme fatores como volume de chuvas, nível dos reservatórios, demanda por eletricidade e necessidade de acionamento de fontes mais caras.
Na bandeira verde, não há nenhum acréscimo na conta de luz.
Na bandeira amarela, aplicada em agosto, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Na bandeira vermelha Patamar 1, usada quando as condições de geração são mais custosas, a cobrança adicional é de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Já na bandeira vermelha Patamar 2, quando as condições de geração são ainda mais caras, o acréscimo é de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
A manutenção da bandeira amarela reforça a importância do consumo consciente de energia elétrica.
Embora o acréscimo seja menor do que nas bandeiras vermelhas, ele impacta diretamente a conta de luz de famílias, empresas e consumidores em geral.
Medidas simples, como reduzir o tempo de uso de equipamentos de alto consumo, evitar desperdícios e acompanhar o gasto mensal, podem ajudar a diminuir o impacto no orçamento.
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