

PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, puxado pela agropecuária, segundo dados do IBGE | Foto: Grupo Wink
01 de setembro de 2026 – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou nesta terça-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o PIB avançou 2%.
O principal destaque do trimestre foi a agropecuária, que cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano.
Entre os demais grandes setores da economia, os serviços avançaram 0,2%, enquanto a indústria teve alta de 0,1%.
“O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado”, afirmou Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a agropecuária cresceu 6,8%, favorecida pelo desempenho da pecuária e de produtos da lavoura, com aumento na estimativa de produção e ganho de produtividade.
Entre os destaques estão a soja, com crescimento de 5,3%, e o café, com alta de 15,1%.
Já o arroz caiu 11,3%, o algodão recuou 6,7%, e a produção de milho ficou estável.
“Teria que fazer o ajuste sazonal para todas as lavouras para poder dizer com certeza quais culturas puxaram o crescimento no trimestre”, disse Ricardo Montes de Moraes.
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Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2%, e o consumo do governo avançou 0,4%.
Já o consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.
Mesmo assim, em relação ao mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,5%.
O resultado chama atenção diante do avanço da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas no período.
Segundo Ricardo Montes de Moraes, no entanto, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento da renda e do crédito e o comportamento do consumo.
“A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores”, afirmou.
A indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelas indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no período.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento desse segmento foi ainda maior, de 12%, impulsionado pelo aumento da extração de petróleo e gás.
A construção também cresceu na comparação anual, com alta de 1%.
Por outro lado, algumas atividades industriais registraram queda no trimestre.
O segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 1,1%, enquanto as indústrias de transformação e a construção caíram 0,4% cada.
Na comparação anual, a indústria de transformação teve queda de 0,9%, e eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,5%.
O setor de serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano.
O maior crescimento foi registrado em informação e comunicação, com alta de 2,1%.
Também houve avanço em transporte, armazenagem e correio, com alta de 1,1%, e em atividades imobiliárias, com crescimento de 0,2%.
O comércio e as outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.
Já administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, os serviços cresceram 1,5%.
Todas as atividades registraram resultado positivo nessa comparação, com destaque para informação e comunicação, que avançou 8,4%.
No setor externo, as exportações recuaram 0,8% no segundo trimestre.
As importações, por outro lado, cresceram 1,8%.
O comportamento indica maior entrada de bens e serviços do exterior em relação ao trimestre anterior, enquanto as vendas externas tiveram desempenho negativo no período.
No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
A agropecuária avançou 3,6%, a indústria cresceu 1,6%, e os serviços tiveram alta de 1,8%.
Na indústria, as indústrias extrativas cresceram 12,5%, e a construção avançou 1,1%.
Já eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 1,1%, enquanto as indústrias de transformação caíram 0,9%.
Nos serviços, o maior crescimento no semestre foi registrado em informação e comunicação, com alta de 8%.
Também avançaram atividades imobiliárias, atividades financeiras, outras atividades de serviços, comércio, administração pública e transporte.
Na demanda interna, o consumo das famílias cresceu 1,1% no primeiro semestre, enquanto o consumo do governo aumentou 2,9%.
Os investimentos ficaram estáveis.
No setor externo, as exportações cresceram 5,5%, e as importações avançaram 3,4%.
PIB no 2º trimestre de 2026: 0,5%
PIB em valores correntes: R$ 3,4 trilhões
PIB na comparação anual: 2%
Agropecuária: 2,8%
Serviços: 0,2%
Indústria: 0,1%
Consumo das famílias: -0,4%
Consumo do governo: 0,4%
Investimentos: 1,2%
Exportações: -0,8%
Importações: 1,8%
PIB no primeiro semestre: 1,9%
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