

Novas regras do Banco Central limitam o uso da garantia do FGC como atrativo comercial e buscam reforçar a segurança do sistema financeiro | Foto: Reprodução/LinkedIn
01 de junho de 2026 – Começaram a valer nesta segunda-feira (01/06) as novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro.
As medidas foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no fim de abril, após a crise envolvendo o Banco Master. A instituição registrou forte crescimento em curto período ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outros bancos, destacando a cobertura do FGC como garantia para os investidores.
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Com as novas normas, as instituições financeiras terão que acompanhar um indicador chamado “ativo de referência”. Na prática, ele funcionará como um termômetro da saúde financeira do banco, medindo a qualidade e a diversidade dos ativos nos quais a instituição aplica os recursos captados.
Caso o banco tenha elevado volume de dinheiro captado com garantia do FGC e baixa aplicação em ativos considerados mais seguros, será obrigado a mudar a estratégia. Nessa situação, parte dos recursos deverá ser direcionada para títulos públicos federais, considerados de menor risco.
Além da nova exigência sobre os ativos, o Banco Central também refinou a forma de medir a capacidade dos bancos de absorver prejuízos. A autoridade monetária passará a considerar outros tipos de capital, além do patrimônio principal, que podem ser utilizados para cobrir perdas em situações de crise.
Segundo o BC, as mudanças aumentam a capacidade das instituições financeiras de enfrentar riscos e fortalecem a solidez do Sistema Financeiro Nacional.
Em nota, o Banco Central afirmou que as alterações “melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional”.
A partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo.
Esses dados devem permitir que as instituições financeiras e o próprio Banco Central tenham uma visão mais precisa sobre quais recursos estão cobertos pelo FGC e qual é o risco real assumido pelo fundo em caso de problemas com bancos associados.
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
Na prática, o FGC funciona como uma proteção para aplicações como CDBs, LCIs, LCAs, letras de câmbio e depósitos em conta, respeitados os limites e regras do fundo. A nova norma busca evitar que essa garantia seja usada de forma excessiva como argumento comercial para captação agressiva de recursos.
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