

Programa federal já está em vigor, mas bancos ainda adaptam sistemas para iniciar renegociações com clientes elegíveis. | Foto: reprodução
05 de maio de 2026 – O governo federal oficializou o programa Desenrola 2.0 com a publicação de uma Medida Provisória na noite de segunda-feira (4), permitindo a renegociação de dívidas para brasileiros com renda mensal de até R$ 8.105. Apesar disso, os principais bancos do país informaram que ainda não iniciaram efetivamente as renegociações.
As instituições financeiras afirmam que estão em fase de ajustes operacionais e tecnológicos para viabilizar o programa. O acesso será feito por canais oficiais como aplicativos, sites e agências físicas.
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O Itaú Unibanco informou que trabalha na implementação do programa e que disponibilizará as ofertas em diversos canais. “O Itaú Unibanco trabalha na implementação do Novo Desenrola e, com a publicação da Medida Provisória, disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais”, destacou a instituição.
O Santander também confirmou adesão e ressaltou a importância da iniciativa. “O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Desenrola 2.0”, informou.
Já o Bradesco afirmou que aguarda autorizações para dar início às renegociações. “O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa”, declarou.
O BTG Pactual e o Banco Pan destacaram que acompanham a regulamentação para definir prazos e funcionamento. O C6 Bank também confirmou participação e informou que aguarda a integração tecnológica com sistemas oficiais para liberar o serviço.
O Desenrola 2.0 é voltado para pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026.
Além disso, o programa inclui estudantes com dívidas do Fies, micro e pequenas empresas e agricultores familiares.
O programa prevê descontos que podem chegar a 90% do valor das dívidas, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses.
Também será possível utilizar até 20% do saldo do FGTS — ou até R$ 1.000 — após a renegociação.
Outro destaque é a exclusão automática de registros negativos para dívidas de até R$ 100, além do bloqueio do CPF em plataformas de apostas por 12 meses para participantes do programa.
A expectativa do governo é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas, contribuindo para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e estimular o acesso ao crédito.
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Tags: Desenrola 2.0, renegociação de dívidas, bancos, economia brasileira, crédito, inadimplência, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, BTG Pactual, Banco Pan, C6 Bank, FGTS, juros, finanças pessoais, governo federal, Medida Provisória, Portal Terra Da Luz