

O navio de cruzeiro está ancorado enquanto autoridades investigam surto de doença a bordo. | Foto: Oceanwide Expeditions/divulgação
04 de maio de 2026 – Um possível surto de hantavírus em um navio de cruzeiro deixou três mortos e ao menos três pessoas doentes, segundo informou a Organização Mundial da Saúde neste domingo (3).
Os casos foram registrados a bordo do navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, que está ancorado em Praia. Até o momento, apenas um caso foi confirmado em laboratório, enquanto outros cinco seguem como suspeitos.
As autoridades locais ainda não autorizaram o desembarque dos passageiros, mas equipes de saúde já realizaram avaliações médicas a bordo.
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De acordo com a OMS, “investigações detalhadas estão em andamento, incluindo mais testes laboratoriais e análises epidemiológicas”. Entre os seis afetados, três morreram e um paciente está internado em estado grave na África do Sul.
O navio partiu de Ushuaia há cerca de sete semanas, com escalas na Antártica e em Santa Helena antes de chegar a Cabo Verde.
Especialistas consideram o caso incomum. O médico Scott Miscovich afirmou que é raro um surto desse tipo ocorrer em embarcações que não passaram por áreas endêmicas.
“Quando li isso pela primeira vez, pensei que fosse um erro de impressão”, disse ele.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores, por meio de urina, fezes ou saliva. Em casos raros, pode haver transmissão entre humanos, especialmente com a variante conhecida como vírus Andes, presente na América do Sul.
A infecção pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, uma doença grave e potencialmente fatal.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a taxa de mortalidade pode chegar a cerca de 38% entre pacientes com sintomas respiratórios.
Os primeiros sinais da doença incluem febre, fadiga, dores musculares, além de sintomas como dor de cabeça e problemas abdominais. Em estágios mais avançados, podem surgir falta de ar e complicações respiratórias severas.
Não há tratamento específico para a doença, sendo necessário suporte médico intensivo nos casos mais graves.
A OMS informou que está coordenando ações com autoridades internacionais para garantir atendimento aos passageiros e avaliar os riscos à saúde pública.
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