

O país também registrou recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas e 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
27 de agosto de 2026 — A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre terminado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor já registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
No trimestre terminado em abril, a taxa havia sido de 5,8%. No mesmo período de 2025, o indicador estava em 5,6%.
A Pnad Contínua também mostrou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, o maior patamar da série histórica. Entre os trabalhadores com carteira assinada, excluindo empregados domésticos, o contingente chegou a 39,4 milhões, também recorde.
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O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões no trimestre terminado em julho. O número representa uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao período de fevereiro a abril.
Outro indicador que apresentou queda foi a população desalentada, formada por pessoas que não procuraram trabalho por acreditar que não conseguiriam uma vaga. O grupo somou 2,3 milhões de pessoas, recuo de 9,7% no trimestre.
Apesar da redução do desemprego, o número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% em relação ao trimestre terminado em abril, o equivalente a mais 477 mil pessoas.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, acima dos 37,2% registrados no trimestre anterior.
O IBGE considera informais os trabalhadores sem carteira assinada, além de trabalhadores por conta própria e empregadores que não possuem CNPJ. Esses trabalhadores não contam, em geral, com direitos vinculados ao emprego formal, como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, uma redução de 0,7% na comparação com o trimestre terminado em abril. Segundo o IBGE, a variação foi classificada como “estável”.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua acompanha o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais. O levantamento considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com e sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Pelos critérios do IBGE, uma pessoa é considerada desocupada quando não possui trabalho e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
A Pnad Contínua visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O menor desemprego da série histórica geral foi de 5,1%, registrado no último trimestre de 2025. Já a maior taxa foi de 14,9%, observada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.
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