

Brasil avança no ranking do IDH, mas desigualdade social ainda limita desenvolvimento | Foto: Carola68/Pixabay
06 de maio de 2025
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou nesta terça-feira (06) o novo relatório anual de Desenvolvimento Humano, com dados de 2023. O Brasil aparece na 84ª colocação entre 193 países, com um IDH de 0,786, número considerado de desenvolvimento alto.
Em comparação com 2022, o Brasil teve um crescimento de 0,77% no índice, subindo duas posições no ranking, ao ultrapassar Moldávia e empatar com Palau. No ano anterior, o país ocupava a 86ª colocação com um IDH ajustado de 0,780.
O relatório também revela que, entre 1990 e 2023, o Brasil teve uma média de crescimento anual de 0,62% no IDH. De 2010 a 2023, essa taxa foi de 0,38% ao ano.
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Embora o Brasil esteja no grupo de países com IDH alto (entre 0,700 e 0,799), o índice sofre grande impacto quando ajustado pela desigualdade social, caindo para 0,594. Com isso, o país despenca para a 105ª colocação global, entrando na categoria de desenvolvimento médio.
Outros dados revelam que, embora o IDH das mulheres brasileiras (0,785) seja ligeiramente maior que o dos homens (0,783), o PIB per capita ainda favorece a população masculina. Por outro lado, o Brasil se destaca positivamente no IDH ajustado pela pegada de carbono, ficando na 77ª posição, com 0,702 ponto.
A Islândia assumiu a liderança mundial do IDH com 0,972, superando Suíça e Noruega. Os países com melhor desempenho seguem sendo europeus. No outro extremo, o Sudão do Sul tem o pior IDH global (0,388), seguido por outros países africanos e o Iêmen.
Na América Latina e Caribe, o Chile ocupa a melhor posição (45ª, com 0,878), seguido por outras nove nações no grupo de alto desenvolvimento. A média regional subiu de 0,778 para 0,783 entre 2022 e 2023.
O tema central do relatório deste ano é o impacto da inteligência artificial no desenvolvimento humano. Segundo Achim Steiner, administrador do Pnud, a IA precisa ser usada como ferramenta de progresso coletivo, e não como fator de exclusão ou dependência tecnológica.
“A IA deve ampliar nossa engenhosidade, diversidade e capacidade de cooperação. O futuro exige que avancemos juntos”, concluiu Steiner.
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