

Banco Central atualizou os valores disponíveis para resgate no sistema de “dinheiro esquecido”. | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
8 de setembro de 2026 — O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (8) que R$ 5,64 bilhões permanecem disponíveis para resgate no sistema de “dinheiro esquecido” em instituições financeiras. Os dados consideram valores contabilizados até julho deste ano.
Do total, R$ 4,24 bilhões pertencem a 23,6 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,4 bilhão corresponde a 2,2 milhões de empresas.
O sistema permite consultar valores deixados para trás em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Também é possível fazer a consulta em nome de pessoas falecidas, desde que o solicitante tenha a condição legal exigida.
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Em março, o Banco Central contabilizava R$ 10,6 bilhões em valores esquecidos. Parte desse montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.
Em maio, o saldo disponível havia caído para R$ 6,2 bilhões. Em junho, chegou a R$ 5,1 bilhões. O novo levantamento aponta recuperação para R$ 5,64 bilhões em recursos ainda disponíveis para os correntistas.
No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). O mecanismo oferece garantias às instituições financeiras e pode ser utilizado para cobrir eventuais calotes de operações de crédito.
Segundo o governo, 10% do saldo transferido foi segregado para atender eventuais pedidos de resgate feitos pelos correntistas.
O uso dos valores esquecidos pelo governo está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal investigam a utilização dos recursos em programas federais sem que eles passem pelo orçamento público.
A discussão envolve os limites de despesas da União. Pelas regras fiscais, os gastos públicos não podem crescer mais de 2,5% ao ano acima da inflação.
Caso os recursos fossem incorporados formalmente ao orçamento, o governo poderia ser obrigado a bloquear valor equivalente em outras despesas discricionárias.
Em julho, o governo informou que R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios permaneciam bloqueados naquele ano. A restrição já afeta áreas como fiscalização, investimentos em tecnologia e prestação de serviços públicos.
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central: https://valoresareceber.bcb.gov.br.
O sistema permite verificar se existem valores disponíveis para pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas.
Para receber o dinheiro pelo sistema, é necessário informar uma chave PIX. Quem não possui uma chave cadastrada deve entrar em contato diretamente com a instituição financeira para combinar outra forma de recebimento. Também é possível criar uma chave PIX e retornar ao sistema do Banco Central para fazer a solicitação.
No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta pode ser feita por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade.
Após a consulta, o cidadão deve entrar em contato com a instituição indicada pelo Banco Central e seguir os procedimentos informados para receber os valores.
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