

Polícia Federal deflagra operação contra esquema bilionário de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro com suspeita de ligação a facções | Foto: divulgação/PF
23 de julho de 2026 – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), uma grande operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas com ramificações no Brasil e no exterior.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria vínculos operacionais com as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV).
O grupo é suspeito de ter enviado cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa desde 2021, utilizando uma estrutura logística complexa e métodos sofisticados para ocultar a droga em cargas marítimas.
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Ao todo, a operação cumpre 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais são executadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão.
As medidas atingem pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposta participação no esquema criminoso.
As investigações apontam que o grupo mantinha uma rede logística complexa, com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia.
O foco principal da organização seria a exportação marítima de cocaína para o continente europeu.
Desde 2021, segundo a Polícia Federal, a organização teria remetido aproximadamente 6,5 toneladas da droga para diferentes países da Europa.
A estrutura transnacional indica alto grau de organização, planejamento e capacidade financeira para operar em várias frentes ao mesmo tempo.
Para tentar burlar a fiscalização alfandegária, os investigados utilizavam diferentes métodos de ocultação da droga em contêineres.
Entre as estratégias identificadas estão a camuflagem de cocaína em sacos de café, cimento e argamassa.
A Polícia Federal também aponta o uso de adulteração química de substâncias, incluindo casos em que a cocaína teria sido diluída em garrafas de refrigerante.
Esses métodos demonstram a tentativa de dificultar a identificação da droga durante inspeções portuárias e procedimentos de controle aduaneiro.
Além do tráfico internacional, a operação mira uma macroestrutura financeira criada para ocultação patrimonial e lavagem de capitais.
Segundo a investigação, o grupo movimentou valores bilionários por meio de diferentes mecanismos financeiros.
O esquema envolveria empresas chamadas de “noteiras”, companhias de fachada, uso de “cripto-doleiros”, aquisição de bens de luxo e compra de imóveis de alto padrão.
A estrutura seria utilizada para dissimular a origem ilícita dos recursos e reinserir valores no mercado formal.
A organização criminosa investigada teria ligação operacional com o PCC e o Comando Vermelho, duas das principais facções criminosas do país.
Esses vínculos são considerados relevantes para compreender a escala do esquema, a capacidade de movimentação financeira e a atuação internacional do grupo.
A apuração busca identificar a participação de cada investigado, a origem dos recursos, os responsáveis pela logística internacional e os operadores encarregados da lavagem de dinheiro.
Os investigados poderão responder por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.
Outros crimes também poderão ser incluídos conforme o avanço das apurações.
A Polícia Federal deve aprofundar a análise de documentos, equipamentos eletrônicos, movimentações bancárias, empresas envolvidas, bens apreendidos e eventuais conexões internacionais.
A operação reforça o foco das autoridades no combate a organizações criminosas que atuam de forma integrada entre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio exterior e estruturas empresariais de fachada.
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