

O ginecologista Dr. Evangelista Torquato reforça que a dor intensa não deve ser normalizada. | Foto: divulgação
07 de maio de 2026 – O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, celebrado em 7 de maio, reforça um alerta importante para a saúde feminina: a doença, ainda cercada por desinformação, afeta milhões de mulheres e apresenta crescimento na busca por diagnóstico e tratamento no Brasil.
Dados do Ministério da Saúde apontam que os atendimentos relacionados à endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS) ultrapassaram 145 mil registros em 2025. O número representa um aumento superior a 70% nos últimos três anos, indicando maior procura por assistência médica.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, podendo causar dores intensas, alterações no ciclo menstrual e infertilidade. Estima-se que entre 7 e 8 milhões de brasileiras convivam com a condição, muitas ainda sem diagnóstico.
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Apesar da alta prevalência, especialistas alertam que o diagnóstico da doença ainda pode levar anos, o que agrava impactos físicos, emocionais e sociais na vida das pacientes.
O ginecologista especialista em reprodução humana, Dr. Evangelista Torquato, destaca que a naturalização da dor é um dos principais obstáculos para o diagnóstico precoce.
“A dor intensa não é normal. Muitas mulheres passam anos convivendo com sintomas sem investigação adequada. A endometriose é uma doença que pode impactar diretamente a fertilidade e a qualidade de vida, por isso o diagnóstico precoce é fundamental”, afirmou.
Segundo o médico, o aumento no número de atendimentos também reflete maior conscientização da população, mas ainda há desafios na educação em saúde.
“Hoje existe mais informação e acesso ao diagnóstico, mas ainda precisamos quebrar o tabu de que cólica forte é algo comum. Quanto antes a mulher busca ajuda, maiores são as chances de controle da doença e preservação da fertilidade”, ressaltou.
Além dos sintomas físicos, a endometriose pode afetar diretamente a saúde emocional e a vida social das pacientes, interferindo na rotina diária, nas relações pessoais e até no desempenho profissional.
Especialistas reforçam que a falta de informação contribui para o atraso no diagnóstico e para o agravamento dos sintomas ao longo do tempo.
Neste cenário, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose reforça a importância da informação como instrumento de prevenção e conscientização.
Para médicos e especialistas, ampliar o debate sobre a doença é essencial para reduzir o tempo de diagnóstico e garantir mais qualidade de vida para milhões de mulheres em todo o país.
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