

21 de setembro de 2025 — Andar de bicicleta não é apenas uma forma sustentável de locomoção ou exercício físico. Um estudo publicado na JAMA Network Open revelou que o hábito de pedalar pode contribuir para a prevenção do declínio cognitivo, incluindo demência e Alzheimer.
De acordo com a pesquisa, o uso da bicicleta está associado a uma redução de 19% no risco de demência e de 22% no risco de desenvolver Mal de Alzheimer, em comparação a quem utiliza carros, ônibus ou trens como principal meio de transporte. O levantamento analisou dados de mais de 480 mil pessoas no Reino Unido.
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O estudo reforça conclusões anteriores: a prática regular de atividade física está diretamente ligada à redução de doenças cognitivas. Em 2024, a revista científica Lancet já havia apontado que exercícios físicos estão entre os 14 fatores capazes de prevenir ou retardar até 45% dos casos de demência.
Atualmente, estima-se que mais de 55 milhões de pessoas no mundo vivam com algum tipo de demência — número que pode triplicar até 2050, segundo a CNN.
Os participantes, com média de idade de 56 anos, responderam questionários sobre seus principais meios de transporte no último mês (excluindo o trajeto para o trabalho). As opções incluíam: transporte não-ativo, caminhada, combinação de caminhada e transporte não-ativo, além de bicicleta.
Durante os 13 anos de acompanhamento, 8.845 voluntários desenvolveram demência e 3.956 foram diagnosticados com Alzheimer. Os resultados reforçam que a bicicleta não é apenas um meio de transporte saudável, mas também uma ferramenta poderosa na prevenção de doenças neurodegenerativas.
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Tags: bicicleta, saúde cerebral, demência, Alzheimer, prevenção de doenças, atividade física, transporte sustentável, exercícios, estudo científico, JAMA Network Open