

Deputada pede plano emergencial e transparência na gestão da saúde estadual | Foto: licitação
A deputada federal cearense Dayany Bittencourt (União – CE) enviou ofícios ao governador Elmano de Freitas (PT) e à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) exigindo providências imediatas diante da superlotação no Hospital de Messejana, em Fortaleza (CE). A unidade é referência no tratamento de doenças cardíacas e pulmonares.
Nesta semana, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram pacientes e acompanhantes dormindo no chão dos corredores do hospital por falta de leitos, o que causou comoção e indignação.
“É notório que a superlotação e a insuficiência de infraestrutura nos hospitais públicos cearenses, em especial no Hospital de Messejana, exigem medidas urgentes”, afirmou a deputada.
Segundo Dayany, a situação coloca em risco idosos, pessoas com deficiência, mulheres e demais grupos vulneráveis, que precisam de atendimento prioritário e especializado. Ela defende a adoção de um plano emergencial que contemple a ampliação de leitos, otimização de recursos e políticas públicas eficazes para reduzir a demanda reprimida.
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A situação no Hospital de Messejana é acompanhada de perto pelo Sindicato dos Médicos do Ceará: “Lá, realmente, está superlotado. Tem pacientes que estão gravíssimos, em estágios avançados, sentados em cadeira porque não tem maca para eles”, declarou o presidente da entidade, Edmar Fernandes.
Mesmo quando é o acompanhante e não o paciente que, por cansaço, se deita no chão, há risco para o tratamento, uma vez que é o ajudante quem tem contato mais próximo com o enfermo e quem dá banho nele. “Se a higiene é fundamental para o sucesso de uma terapia, se é uma prioridade nossa, uma pessoa deitar no chão mesmo acompanhante, vai sair contaminada, vai tocar na pessoa [doente] e vai multiplicar a possibilidade de infecção hospitalar”, comentou.
Edmar afirmou ainda que o Hospital de Messejana é “bem referenciado” e, por isso, recebe pacientes dentro do perfil
da unidade, o que aumenta o risco de um tratamento feito em local inadequado. “São pacientes cardíacos por isso é até mais grave”, compreendeu. Situação que, segundo ele, também afeta os profissionais que trabalham no hospital, que acabam atuando em condições mais estressantes e com recursos insuficientes.

No documento encaminhado às autoridades estaduais, a parlamentar destacou a importância de ações conjuntas entre o Governo do Estado e a Sesa para sanar as deficiências da rede hospitalar, especialmente em unidades estratégicas como o Hospital de Messejana.
A deputada também cobrou transparência na aplicação de recursos públicos e maior eficiência na gestão, com foco na dignidade e na saúde da população cearense.
O hospital de Messejana se manifestou por meio de nota. Se apresentar dados sobre a capacidade de atendimento, informou que “faz, diuturnamente, o monitoramento de altas para agilizar as internações na instituição” e que
‘realiza a transferência de pacientes com menor complexidade para hospitais secundários parceiros”. Além
disso, destacou que, mensalmente, a unidade atende quatro mil pacientes na emergência e interna mais de mil
pessoas.
Diz ainda a nota que “os profissionais do Hospital de Messejana prestam assistência a todos os pacientes que dão entrada na Emergência da unidade. O espaço dispõe de cadeiras e poltronas para a pessoa que está recebendo atendimento clínico e seu acompanhante. A instituição ressalta que nenhuma pessoa é orientada a deitar-se no chão
do local”, concluiu.
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