

Navios circulam pelo Estreito de Ormuz em meio à escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. | Foto: REUTERS/Foto de arquivo
28 de maio de 2026 – Os Estados Unidos e o Irã voltaram a elevar as tensões militares no Estreito de Ormuz após novos ataques registrados durante a noite de quarta-feira (27). Autoridades americanas confirmaram ofensivas contra instalações militares iranianas, enquanto a mídia estatal de Teerã informou ações de advertência contra embarcações na região estratégica do Golfo.
Segundo um oficial americano ouvido pela agência Reuters sob condição de anonimato, os ataques tiveram como alvo uma instalação militar iraniana considerada ameaça às forças dos Estados Unidos e ao tráfego marítimo comercial que circula pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
O representante americano afirmou ainda que drones iranianos foram interceptados e derrubados por militares dos EUA por representarem risco à navegação e às tropas na região.
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A agência semioficial iraniana Fars informou que três explosões foram registradas em Bandar Abbas, cidade portuária localizada próxima ao Estreito de Ormuz. De acordo com a imprensa iraniana, sistemas de defesa aérea chegaram a ser acionados temporariamente.
As autoridades locais disseram que as causas das explosões seguem sob investigação.
Horas depois, a mídia estatal iraniana afirmou que quatro embarcações que tentaram atravessar o estreito sem coordenação com as forças de segurança do Irã foram advertidas e obrigadas a recuar após disparos de advertência.
Já a agência Tasnim informou que a Guarda Revolucionária Islâmica teria disparado contra um “petroleiro americano”, forçando a embarcação a retornar. Segundo a publicação, os Estados Unidos responderam com disparos contra uma área deserta nas proximidades de Bandar Abbas.
Um oficial americano declarou anteriormente à CNN que forças dos EUA atingiram uma estação iraniana de controle de drones em Bandar Abbas e derrubaram quatro drones iranianos considerados ameaças ao tráfego marítimo e às tropas americanas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter lançado um ataque contra uma base aérea americana no Oriente Médio, apontada pelos iranianos como origem das recentes ofensivas dos EUA.
A IRGC, porém, não detalhou qual instalação militar foi alvo da operação. Os Estados Unidos mantêm bases aéreas em diversos países da região.
Na segunda-feira (25), os EUA já haviam realizado o que classificaram como “ataques defensivos” contra embarcações iranianas e estruturas de lançamento de mísseis próximas ao estreito.
Em meio à escalada militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (27) que não está preocupado com possíveis impactos políticos de um conflito prolongado com o Irã, mesmo diante das eleições legislativas de meio de mandato marcadas para novembro.
“Eles achavam que iriam me vencer pelo cansaço. ‘Vamos cansá-lo. Ele tem as eleições de meio de mandato’. Eu não me importo com as eleições de meio de mandato”, declarou Trump durante reunião de gabinete na Casa Branca.
As declarações acontecem enquanto seguem negociações mediadas pelo Paquistão para transformar o atual cessar-fogo entre EUA e Irã em um acordo mais amplo de paz. Apesar das conversas diplomáticas, ainda não há entendimento definitivo entre os dois países.
Trump também enfrenta pressão interna no Partido Republicano por causa da duração do conflito e dos impactos econômicos da guerra, principalmente relacionados à alta nos preços da gasolina nos Estados Unidos.
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