

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã rejeitou a proposta e elevou o tom das ameaças. | Foto: REUTERS / Stringer
13 de julho de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende colocar o Estreito de Ormuz sob controle norte-americano, em meio à escalada das tensões com o Irã. Durante entrevista à emissora Fox News, o republicano declarou que os EUA seriam os “guardiões” da estratégica via marítima e que deveriam ser compensados financeiramente por garantir sua segurança.
“Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso”, afirmou Trump durante entrevista por telefone ao programa Fox & Friends.
Na mesma declaração, o presidente criticou o governo iraniano. “Tínhamos um acordo e eles o quebraram. São um grupo de pessoas ruins”, disse.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A nova manifestação de Trump representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado em junho, quando afirmou que não haveria cobrança de pedágio ou taxas para a utilização do Estreito de Ormuz.
Na ocasião, um memorando de paz firmado entre Estados Unidos e Irã previa a reabertura da rota marítima por um período de 60 dias sem qualquer tipo de cobrança. Durante esse prazo, Irã, Omã e outros países do Golfo deveriam negociar um modelo definitivo para a administração da região.
A resposta iraniana foi imediata. Em comunicado, o comando militar do país declarou que não aceitará qualquer interferência dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz.
“O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada”, informou o comunicado.
O governo iraniano também fez um alerta aos países vizinhos.
“Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã”, acrescentou a nota.
Enquanto Teerã afirma que o Estreito de Ormuz voltou a ser fechado no último sábado (11), o governo norte-americano nega que a navegação tenha sido interrompida.
Segundo o Irã, a decisão ocorreu após os Estados Unidos anunciarem ataques contra 140 alvos militares iranianos nas últimas 24 horas, dentro de uma ofensiva que já teria atingido mais de 300 objetivos militares em três dias.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que a operação teve como objetivo responder a ataques iranianos contra embarcações que circulam pela região.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que realizou disparos de advertência contra embarcações.
“Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida”, declarou.
O grupo acrescentou que “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar”.
No domingo (12), forças norte-americanas realizaram uma nova série de ataques contra posições iranianas. Segundo Washington, a operação busca reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Em resposta, Teerã lançou ataques contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, países que abrigam bases militares norte-americanas ou possuem importância estratégica para a navegação no Golfo.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o país não aceitará novos acordos sem garantias.
“A era dos acordos unilaterais acabou. Nós dissemos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta”, declarou.
Leia também | Seminário debate bastidores das festas populares
Tags: Donald Trump, Estados Unidos, Irã, Estreito de Ormuz, Oriente Médio, Golfo Pérsico, conflito EUA Irã, Fox News, Jamaison Greer, Guarda Revolucionária, Comando Central dos EUA, Bahrein, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã, tensão internacional, geopolítica, comércio marítimo, petróleo, segurança internacional, Portal Terra da Luz