

Starship, nave desenvolvida pela SpaceX, avança em testes para missões de longa duração e deve integrar o programa Artemis, da NASA | Foto: divulgação/SpaceX
21 de maio de 2026 – A SpaceX segue avançando nos testes da Starship, nave desenvolvida pela empresa de Elon Musk e considerada peça central para futuras missões espaciais de longa duração. Segundo a companhia, o veículo está mais preparado para voos prolongados e deverá ser usado para levar astronautas da NASA de volta à Lua até 2027, dentro do programa Artemis.
Em um dos próximos testes, a empresa pretende enviar 20 simuladores de satélites da rede Starlink, braço da SpaceX voltado à oferta de internet via satélite. O objetivo é avaliar a capacidade da nave de transportar e liberar cargas no espaço, etapa considerada estratégica para o desenvolvimento do sistema.
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A Starship se tornou um dos principais projetos da nova corrida espacial entre Estados Unidos e China. Com contrato de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 16 bilhões, a SpaceX foi escolhida pela NASA para participar do programa que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar.
O 11º voo da Starship, realizado em outubro de 2025, foi considerado bem-sucedido pela empresa. Na ocasião, tanto o foguete Super Heavy quanto a cápsula Starship pousaram com sucesso no oceano, reforçando o avanço do projeto em relação aos testes anteriores.
O histórico de lançamentos da Starship foi marcado por avanços graduais, falhas técnicas e correções sucessivas. No primeiro lançamento, em abril de 2023, a nave explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Uma falha nos motores levou a empresa a acionar o sistema de destruição do foguete.
No segundo teste, em novembro de 2023, o Super Heavy também explodiu, mas após se separar da nave. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, investigou o acidente e informou que a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções na nave.
O terceiro voo, em março de 2024, durou cerca de 50 minutos. Embora a Starship tenha sido destruída, a empresa considerou o teste um avanço, já que a missão havia ido mais longe do que as anteriores.
O quarto teste, em junho de 2024, foi o primeiro considerado bem-sucedido. A Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México, conforme planejado.
Na quinta missão, em outubro de 2024, a SpaceX conseguiu pela primeira vez trazer o Super Heavy de volta com uma captura no ar feita pelos “braços da plataforma”, além do pouso da Starship no Oceano Índico. A manobra é considerada importante porque pode reduzir custos dos voos espaciais ao permitir o reaproveitamento do foguete.
No sexto teste, em novembro de 2024, a empresa não conseguiu repetir a captura do Super Heavy pela plataforma de lançamento. O foguete pousou no Golfo do México, em procedimento previsto para situações em que não há condições ou autorização para a manobra de retorno à base.
No sétimo voo, em janeiro de 2025, a SpaceX conseguiu repetir a captura do foguete Super Heavy na plataforma de lançamento, mas perdeu contato com a nave pouco antes do pouso. Na ocasião, destroços da Starship foram registrados cruzando o céu no Haiti, e voos comerciais precisaram desviar rotas por segurança.
No oitavo voo, realizado no início de março de 2025, a empresa voltou a perder contato com a nave cerca de dez minutos após o lançamento. Vídeos registraram destroços no céu da região das Bahamas. Segundo o governo dos Estados Unidos, 240 voos foram prejudicados pela explosão. Ainda assim, a SpaceX conseguiu capturar novamente o foguete Super Heavy no ar.
Na nona missão, em maio de 2025, a empresa perdeu o controle da nave cerca de 40 minutos após o lançamento. A Starship deveria pousar no Oceano Índico, mas não conseguiu completar a missão. A nave também não abriu a porta para lançar oito simuladores de satélites Starlink, e a SpaceX perdeu contato com o Super Heavy durante a descida.
No décimo voo, em agosto de 2025, a Starship conseguiu lançar carga no espaço pela primeira vez, com oito simuladores de satélites da Starlink. A nave também reacendeu o motor no espaço e pousou no Oceano Índico, consolidando uma etapa importante no desenvolvimento da tecnologia.
A sequência de testes mostra que a SpaceX avança em um projeto de alta complexidade, com foco em reutilização de foguetes, transporte de cargas, missões lunares e futuros voos de longa duração. Apesar das falhas registradas ao longo do programa, cada missão tem sido usada pela empresa para corrigir problemas e ampliar a capacidade operacional da Starship.
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