

Fachada de prédio fica destruída em Beirute, no Líbano, após bombardeio de Israel na região, em 7 de junho de 2026. | Foto: Mohamed Azakir/ Reuters
08 de junho de 2026 – Israel realizou ataques contra alvos militares no Irã na manhã desta segunda-feira (8), noite de domingo (7) no horário de Brasília, ampliando a tensão no Oriente Médio e aprofundando a crise regional.
De acordo com informações divulgadas pelo site norte-americano Axios, as forças israelenses atingiram instalações militares localizadas nas regiões oeste e central do território iraniano. Explosões foram registradas nas cidades de Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a emissora Al Jazeera.
A ofensiva ocorreu após o Irã lançar uma série de mísseis contra Israel em resposta aos recentes bombardeios israelenses em Beirute, capital do Líbano.
Em comunicado publicado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que “a Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco”.
O episódio marca uma nova escalada militar entre os dois países e representa o rompimento da trégua que vinha sendo mantida desde abril.
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Antes da ofensiva israelense, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para tentar impedir uma resposta militar ao ataque iraniano.
Segundo o jornal Financial Times, Trump afirmou que Netanyahu “não tinha opção” a não ser aceitar o acordo de paz que está sendo negociado entre Washington e Teerã.
“Estamos próximos de um acordo final com o Irã, eu não quero estragar tudo por causa do que está acontecendo agora”, declarou Trump ao portal Axios.
Apesar dos apelos da Casa Branca, Israel decidiu seguir com a operação militar.
Autoridades israelenses informaram que não houve registro de feridos após o lançamento dos mísseis iranianos. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o sistema de defesa Domo de Ferro interceptando parte dos projéteis.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o ataque teve como alvo uma base militar israelense.
Pouco depois dos disparos, Netanyahu declarou que responderia à ação iraniana, posição que acabou se concretizando com os bombardeios desta segunda-feira.
A crise também aumentou a preocupação com a segurança das bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
O presidente do Parlamento iraniano e negociador das conversas com os Estados Unidos, Mohammad Qalibaf, afirmou que as 19 bases militares norte-americanas instaladas na região voltaram a ser consideradas “alvos legítimos”.
“Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder”, declarou Qalibaf em publicação nas redes sociais.
Após a ameaça, o Iraque anunciou o fechamento do espaço aéreo e a suspensão dos serviços de navegação aérea por 72 horas. O Irã também fechou seu espaço aéreo como medida de segurança.
O novo confronto ocorre em meio ao aumento das divergências entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu sobre a condução das operações militares na região.
Na semana passada, Trump criticou duramente os bombardeios israelenses no Líbano, afirmando que Netanyahu estaria agindo de forma excessiva.
O presidente norte-americano chegou a confirmar que classificou o premiê israelense como “completamente louco” diante da continuidade dos ataques durante as negociações por um cessar-fogo.
Enquanto Estados Unidos e Israel defendem que a trégua se aplica apenas aos ataques envolvendo o Irã e países do Golfo Pérsico, Irã e Paquistão sustentam que o acordo também deveria contemplar o território libanês.
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