

Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, impulsionada pelo crescimento das exportações | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
05 de setembro de 2026 – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao observado no mesmo mês de 2025.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo, soja, cobre e café, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Esse foi o terceiro maior superávit comercial para meses de agosto, atrás apenas dos resultados registrados em agosto de 2023, quando o saldo chegou a US$ 9,6 bilhões, e de agosto de 2021, com US$ 7,7 bilhões.
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As exportações brasileiras somaram US$ 33,2 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
As importações chegaram a US$ 25,8 bilhões, avanço de 9,2%.
A corrente de comércio, que representa a soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica.
No mês, os principais indicadores foram:
Superávit: US$ 7,4 bilhões, alta de 23,8% ante agosto de 2025
Exportações: US$ 33,2 bilhões, crescimento de 12,2%
Importações: US$ 25,8 bilhões, avanço de 9,2%
Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões, alta de 10,9%
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pela agropecuária.
A indústria extrativa exportou US$ 8,3 bilhões, crescimento de 16,4% em relação a agosto de 2025.
A indústria de transformação somou US$ 17,2 bilhões em exportações, alta de 10,2%.
Já a agropecuária registrou US$ 7,4 bilhões, avanço de 11,4%.
Na indústria extrativa, os principais destaques foram os minérios de cobre e concentrados, com alta de 223,1%, os minérios de níquel e concentrados, com crescimento de 120,7%, além do petróleo bruto, que avançou 18%.
Na indústria de transformação, cresceram as exportações de combustíveis, com alta de 61,6%, carnes de aves, com avanço de 40,5%, e farelos de soja e outros alimentos para animais, com crescimento de 36,6%.
Na agropecuária, os destaques foram soja, com alta de 14%, café não torrado, com avanço de 24,1%, e animais vivos, exceto pescados e crustáceos, com crescimento de 174,3%.
Apesar do resultado positivo geral, as vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, influenciadas pela queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume exportado.
As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China, principal destino do produto brasileiro.
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.
As vendas para a Ásia, exceto Oriente Médio, somaram US$ 13,6 bilhões, alta de 0,7%.
Para a Europa, as exportações chegaram a US$ 7,3 bilhões, crescimento de 22,1%.
A América do Norte comprou US$ 4,6 bilhões em produtos brasileiros, avanço de 11,5%.
As vendas para a América do Sul somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 1,5%.
Já a África respondeu por US$ 1,7 bilhão, alta de 20,5%, enquanto o Oriente Médio registrou US$ 1,4 bilhão, crescimento de 12,6%.
As exportações para os Estados Unidos avançaram 12,1% em relação a agosto de 2025, mesmo com novas tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros.
As compras brasileiras no exterior também avançaram em agosto, com destaque para bens de consumo e bens de capital.
As importações de bens intermediários somaram US$ 15 bilhões, alta de 3,1%.
Os bens de consumo chegaram a US$ 3,9 bilhões, crescimento de 15%.
As compras de bens de capital também somaram US$ 3,9 bilhões, avanço de 29,3%.
Já as importações de combustíveis totalizaram US$ 3 bilhões, alta de 7,4%.
De janeiro a agosto, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 55,3 bilhões.
No período, as exportações somaram US$ 250,9 bilhões, alta de 10,3%.
As importações chegaram a US$ 195,5 bilhões, crescimento de 6,1%.
O saldo comercial acumulado avançou 28,2%.
O resultado é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Fica atrás apenas do acumulado de janeiro a agosto de 2023, quando o superávit chegou a US$ 62,4 bilhões.
Em julho, o Mdic revisou para cima a projeção para a balança comercial brasileira em 2026.
A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
A previsão de exportações foi elevada de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões.
Já a projeção para importações subiu de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.
A próxima estimativa será divulgada em outubro.
As projeções do Mdic estão mais otimistas que as do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, os analistas projetam superávit comercial de US$ 78 bilhões para este ano.
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