

Bandeira tarifária amarela será mantida em setembro, com cobrança adicional na conta de luz dos consumidores | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
29 de agosto de 2026 – A bandeira tarifária de energia elétrica permanecerá amarela em setembro, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
O custo adicional da bandeira amarela é de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
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Setembro será o quinto mês consecutivo com aplicação da bandeira amarela.
Segundo a Aneel, a manutenção da cobrança adicional ocorre em razão do período seco no Brasil.
Nesse cenário, a geração hidrelétrica fica menor por causa da redução no nível dos reservatórios, aumentando a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.
“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, informou a Aneel.
A agência reguladora também reforçou a importância do consumo consciente de energia elétrica.
A orientação é que consumidores adotem medidas simples para reduzir o desperdício e controlar os gastos mensais.
“Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda a Aneel.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias indica os custos variáveis da geração de energia elétrica no país.
As bandeiras são divididas por cores e mostram quanto está custando ao Sistema Interligado Nacional gerar a energia consumida em residências, comércios, serviços e indústrias.
Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional na conta de luz.
Quando são aplicadas as bandeiras amarela ou vermelha, a tarifa recebe acréscimo a cada 100 kWh consumidos.
Na bandeira amarela, aplicada em condições de geração menos favoráveis, a conta recebe acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Na bandeira vermelha, patamar 1, usada em condições mais custosas de geração, o acréscimo é de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
Já na bandeira vermelha, patamar 2, quando as condições de geração são ainda mais caras, o adicional chega a R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
A permanência da bandeira amarela exige atenção dos consumidores, especialmente em períodos de maior uso de equipamentos elétricos.
A cobrança adicional pode pesar no orçamento familiar, sobretudo quando o consumo é elevado.
Medidas como desligar aparelhos da tomada, evitar banhos demorados, usar lâmpadas econômicas e aproveitar melhor a iluminação natural podem ajudar a reduzir o impacto na conta de luz.
Tema: bandeira tarifária de energia elétrica
Mês de aplicação: setembro de 2026
Bandeira vigente: amarela
Órgão responsável: Agência Nacional de Energia Elétrica
Consumidores impactados: todos os conectados ao Sistema Interligado Nacional
Custo adicional da bandeira amarela: R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
Motivo: período seco, menor geração hidrelétrica e maior acionamento de termelétricas
Sistema de bandeiras: criado pela Aneel em 2015
Bandeira verde: sem acréscimo
Bandeira amarela: R$ 1,88 a cada 100 kWh
Bandeira vermelha patamar 1: R$ 4,46 a cada 100 kWh
Bandeira vermelha patamar 2: R$ 7,87 a cada 100 kWh
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