

Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e o filme “Dark Horse” | Foto: Adriano Machado/Reuters e reprodução
29 de agosto de 2026 – A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em negócios envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi.
Segundo investigadores ouvidos pelo blog, a tentativa de tratar o caso como uma relação privada de patrocínio é rechaçada na apuração.
O ponto central da investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado, no caso, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Em entrevista concedida a Renata Vasconcellos e César Tralli, nesta sexta-feira (28), Flávio Bolsonaro afirmou que não há “absolutamente nada de errado” em ter buscado Daniel Vorcaro para bancar o filme sobre o pai.
O candidato do PL à Presidência voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o projeto “Dark Horse”.
“Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme”, disse Flávio Bolsonaro.
“Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, afirmou o candidato.
A Polícia Federal investiga se a relação envolvendo o filme pode configurar vantagem indevida.
No caso da corrupção passiva, investigadores avaliam que não é necessário apontar um ato de ofício específico como contrapartida direta.
A apuração busca verificar se eventual vantagem indevida foi solicitada ou recebida em razão da função pública.
O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.
A PF tenta esclarecer se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da operação, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final.
Essas perguntas são consideradas centrais pelos investigadores para definir se o episódio se limita a uma operação privada ou se envolve conduta criminal.
A investigação também busca identificar a participação de agentes públicos e privados na relação financeira associada ao projeto.
Um dos elementos considerados relevantes pelos investigadores é o fato de Daniel Vorcaro não querer aparecer como patrocinador do filme.
Também entrou no radar da PF a declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de que Flávio Bolsonaro teria ido à casa de Vorcaro buscar “o restante do dinheiro”.
Essa afirmação está sendo apurada pelos investigadores.
Na avaliação dos investigadores ouvidos pelo blog da jornalista Andréia Sadi, não basta apresentar o episódio como uma relação privada de patrocínio.
A apuração envolve dúvidas sobre a origem, a entrega e o destino dos recursos, além da participação de um senador da República nessa relação.
Por isso, para os investigadores, o caso “Dark Horse” é tratado como um caso de polícia.
Leia também | Voluntariado leva conhecimento sobre a Caatinga a estudantes
Tags: Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Dark Horse, filme Dark Horse, Polícia Federal, PF, Daniel Vorcaro, Banco Master, Valdemar Costa Neto, PL, Partido Liberal, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, investigação, patrocínio, vantagem indevida, Código Penal, Andréia Sadi, blog da Andréia Sadi, eleições 2026, política, Portal Terra Da Luz