

Segurança deve ser prioridade antes de procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, com atenção à qualificação do profissional e à estrutura hospitalar. | Foto: divulgação
21 de agosto de 2026 – A crescente procura por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas reforça a importância de priorizar a segurança dos pacientes. Intervenções como preenchimentos, aplicação de toxina botulínica, lifting facial, blefaroplastia e lipoaspiração exigem avaliação adequada, profissional qualificado e, no caso de cirurgias, estrutura hospitalar compatível com o procedimento.
Segundo especialistas, procedimentos cirúrgicos que envolvem incisões, manipulação de tecidos e anestesia devem ser realizados em ambiente hospitalar. A preferência por instituições que disponham de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também pode ampliar a capacidade de resposta diante de complicações que necessitem de cuidados intensivos.
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Para o cirurgião plástico Davi Pontes, que possui mais de 20 anos de carreira, a maior frequência dos procedimentos estéticos não deve fazer com que sejam tratados como intervenções sem riscos.
“As pessoas enxergam botox, preenchimentos e até algumas cirurgias estéticas como procedimentos simples porque se tornaram muito frequentes. Mas estamos falando de intervenções que envolvem anatomia, vascularização, medicamentos e, no caso das cirurgias, anestesia e uma complexidade ainda maior. É fundamental ter um profissional preparado para prevenir, reconhecer e tratar qualquer intercorrência”, explica.
Nas cirurgias plásticas, a estrutura do local onde o procedimento será realizado é um dos pontos que devem ser avaliados antes da decisão. Além da qualificação do médico, é importante verificar a equipe envolvida e os recursos disponíveis para situações de emergência.
A presença de uma UTI no próprio hospital oferece uma estrutura adicional caso o paciente apresente uma complicação que exija atendimento intensivo.
“O paciente muitas vezes escolhe o médico pensando principalmente no resultado estético, mas precisa perguntar também onde a cirurgia será realizada. Minha orientação é optar pelo ambiente hospitalar e, preferencialmente, por uma instituição que tenha UTI. Em uma intercorrência grave, ter essa estrutura disponível permite uma resposta muito mais rápida”, afirma Davi Pontes.
Entre as possíveis complicações de procedimentos cirúrgicos estão sangramentos, hematomas, infecções, reações adversas e intercorrências cardiovasculares ou respiratórias, além de problemas relacionados à anestesia.
Dependendo da situação, o paciente pode precisar de avaliação de outros especialistas, exames imediatos, uma nova intervenção cirúrgica ou encaminhamento para terapia intensiva.
“Uma complicação pode acontecer mesmo quando todos os cuidados são tomados. Por isso, não se trata apenas de quem está realizando a cirurgia, mas de toda a estrutura disponível ao redor daquele paciente. Em uma emergência, o tempo de resposta é fundamental”, reforça o cirurgião.
Antes de realizar uma cirurgia plástica, o paciente deve verificar o registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM), sua formação, especialização e experiência na área.
Também é importante conhecer previamente o hospital onde o procedimento será realizado, a equipe responsável pela assistência e a estrutura disponível para atender possíveis emergências.
“Não basta escolher o cirurgião. É preciso escolher também onde essa cirurgia será feita. O resultado estético importa, mas nunca pode estar acima da segurança”, conclui Davi Pontes.
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