

A mostra reúne obras de cordelistas e xilogravuristas ligados à Lira Nordestina, cordéis do acervo da Biblioteca Estadual do Ceará e documentos relacionados à atuação do MPCE no combate à violência contra a mulher. | Foto: divulgação/MPCE
20 de agosto de 2026 – O Ministério Público do Ceará (MPCE) lançou, na terça-feira (18), a exposição “Entre Traços e Versos: Xilogravura e Cordel no Enfrentamento da Violência de Gênero”. A mostra foi aberta na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza, com uma roda de conversa sobre o papel da arte na reflexão e no enfrentamento da violência contra a mulher.
A exposição reúne obras de cordelistas e xilogravuristas ligados à trajetória da Lira Nordestina, cordéis do acervo da Biblioteca Estadual do Ceará (Bece) e documentos que registram a atuação do MPCE no combate à violência contra a mulher.
Promovida pelo Departamento de Memória, da Secretaria de Comunicação do MPCE, em parceria com a Lira Nordestina, vinculada à Universidade Regional do Cariri (Urca), a iniciativa propõe uma reflexão sobre a representação feminina na literatura de cordel e na xilogravura.
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A abertura contou com uma roda de conversa mediada pela procuradora de Justiça e coordenadora-executiva do Memorial do MPCE, Sheila Pitombeira. Também participaram a subprocuradora-geral de Justiça de Governança, Grecianny Cordeiro; a coordenadora do Núcleo Estadual de Gênero Pro-mulher (Nuprom), promotora de Justiça Valeska Catunda; a diretora da Bece, Suzete Nunes; e o pró-reitor adjunto de Extensão da Urca, Luiz Siqueira.

Para Sheila Pitombeira, a exposição une a valorização da cultura nordestina à discussão sobre a violência contra a mulher.
“A importância dessa exposição é destacar um contexto cultural nosso, do Nordeste, que é o cordel e a xilogravura, e trazer, junto com essa questão, o aspecto da violência doméstica”, explicou.
A procuradora também destacou a presença das mulheres na literatura de cordel e relacionou a temática da mostra aos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Segundo Grecianny Cordeiro, as obras apresentadas abordam o protagonismo feminino, a violência contra a mulher e a participação de mulheres escritoras de cordel.
“Os trabalhos expostos destacam temas como o protagonismo feminino, a violência contra a mulher e a participação de mulheres escritoras de cordel”, afirmou.
A subprocuradora-geral também ressaltou a participação de estudantes durante a abertura. “Foi um momento emocionante”, disse, ao mencionar a presença de alunos da Escola Murilo Borges, localizada no bairro Vicente Pinzón.

Para Luiz Siqueira, da Urca, a mostra também representa um espaço para abordar movimentos sociais, lutas e conquistas por meio da produção artística.
“A proposta foi utilizar a arte para abordar e denunciar o problema da violência contra a mulher”, afirmou.
Entre os trabalhos estão releituras de obras conhecidas, como a Mona Lisa, ressignificadas por estudantes para tratar da violência contra a mulher.
Após a roda de conversa, o público participou de uma visita mediada pela equipe do Departamento de Memória Institucional do MPCE e por Maria Lourdes de Oliveira, artista vinculada à Lira Nordestina.
Entre os visitantes estava Ana Clara Silva, de 17 anos, estudante do 3º ano. Para ela, utilizar a literatura de cordel para abordar o enfrentamento à violência contra as mulheres contribui para ampliar a discussão sobre o tema.
“Estou muito interessada nesse tema”, afirmou a estudante.
Exposição: “Entre Traços e Versos: Xilogravura e Cordel no Enfrentamento da Violência de Gênero”
Local: Espaço Cultural da Procuradoria Geral de Justiça
Endereço: Avenida General Afonso Albuquerque Lima, 130, Cambeba, Fortaleza
Visitação: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30
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